27 jul Guia Google Ads: 13 tipos de campanha e como usá-las

Quando o assunto é publicidade paga, o Google Ads é provavelmente uma das plataformas mais incompreendidas do mercado. Não é raro encontrar lojistas e empreendedores que acabam optando por anúncios patrocinados nas redes sociais e esquecem que o Google Ads também é um recurso capaz de anunciar diretamente para o público-alvo desejado.

A maior vantagem do Google é a possibilidade de conquistar um alcance maior: ao criar e publicar um anúncio com o Google Ads, você não só desfruta do acesso direto aos usuários de dois dos maiores sites de busca da internet – o Google e o YouTube –, como também ganha passe livre para desbravar uma rede de mais de milhões de sites parceiros.

O problema é que a interface do Google Ads é um pouquinho complicada e muitas vezes dificulta o processo de utilização. Se você começar a usar a plataforma sem saber o caminho das pedras, pode acabar anunciando para um segmento muito amplo (e gastando dinheiro sem conseguir garantir um bom lucro).

Bom, mas isso não é desculpa para não aprender usar o Google Ads. Na verdade, se você quiser ficar no controle das suas campanhas de marketing, é essencial que você conheça a terminologia usada na plataforma, os tipos de campanha disponíveis e os resultados esperados.

O mesmo, aliás, vale para lojistas que estão querendo terceirizar o processo e deixar tudo nas mãos de um especialista.

Por que usar a plataforma do Google Ads?

Assim como outras plataformas de publicidade paga, o Google Ads pode ajudar você a:

  • Trabalhar com orçamentos limitados, de US$ 5 ou menos;
  • Implementar uma estratégia de pay-per-click (válida em situações específicas), para que você tenha que pagar apenas quando os visitantes acessarem o site da loja;
  • Ativar ou desativar os investimentos feitos em uma campanha;
  • Obter feedback concreto sobre o desempenho da campanha;
  • Segmentar um público-alvo específico com base em comportamentos similares (interação com o site, abandono de carrinhos e mais), dados demográficos, interesses e por aí vai;
  • Otimizar e ampliar o alcance das campanhas.

O verdadeiro diferencial do Google Ads, no entanto, está no fato de que a plataforma permite atingir clientes em potencial de três formas distintas. A primeira delas, aliás, é uma exclusividade do Google e não está disponível em plataformas como o Facebook: os anúncios exibidos nas páginas de busca.

1. Resultados patrocinados nas páginas de busca

Diferente do que acontece com as redes sociais, os mecanismos de busca geralmente são utilizados por usuários que já têm um objetivo específico em mente – por exemplo, buscar respostas, encontrar soluções para problemas ou pesquisar por produtos e serviços.

Isso faz com que o Google seja um dos canais de marketing mais poderosos da atualidade – e a melhor parte é que você pode otimizar os seus anúncios do Google com base em métricas extremamente relevantes, como o volume mensal de buscas e o custo estimado por clique.

Outra opção é criar anúncios de busca, que têm como objetivo principal promover os seus produtos e serviços nos resultados de busca gerados por um determinado termo ou palavra-chave (ou então de acordo com a localização geográfica dos usuários).

Vamos supor que você está vendendo cremes e outros produtos veganos. O número de usuários que procura, todos os meses, pela palavra-chave “cremes hidrantes” ou por outros termos similares deve ser incrivelmente alto – mas o mesmo talvez não aconteça com “creme vegano”. Como veremos mais adiante, o Google conta com um recurso que permite exibir anúncios relacionados a esses dois termos de busca; por ora, no entanto, é importante lembrar que quanto mais específico for o termo, melhores serão os resultados gerados.

Em termos práticos, você pode criar anúncios de texto, que são exibidos com uma pequena caixa com “Anúncio” marcado em verde, ou então anúncios do Google Shopping, que já vêm completos com informações de compra, imagens de produto, preços e avaliações de clientes. Esse segundo tipo de anúncio é ideal para alguns nichos de e-commerce e costuma ser exibido como na imagem abaixo:

anúncio como resultado de busca no Google

2. Google Display Network

Outro canal para anunciar produtos e serviços a um público-alvo em potencial é a Google Display Network.

O grande diferencial da Display Network é a possibilidade de anunciar via texto, imagem e banner de vídeo em outras redes que não o site de resultados de busca do Google. Os anúncios criados para a Display Network, vale ressaltar, são exibidos na interne, em apps ou mesmo em vídeos.

A Google Display Network tem o potencial de atingir 90% de todos os usuários da internet, pois é composta por mais de 2 milhões de sites e 650 mil apps. É só visitar um site de notícias que você provavelmente vai encontrar um anúncio desses no topo da página, no sidebar ou até mesmo dentro da própria página.

3. Anúncios no YouTube

A plataforma do Google Ads também possibilita a criação e a publicação de anúncios no YouTube (que, vale lembrar, é propriedade do Google). Por mais que, tecnicamente, o YouTube seja apenas um dos canais disponíveis na Google Display Network, é importante destacar que a plataforma é também uma das mais acessadas todos os meses, contabilizando algo como um bilhão de horas por dia só em visualização de vídeos.

E isso, não é preciso dizer, significa inúmeras chances de se conectar com clientes em potencial.

Se você já passou algum tempo no YouTube, certamente está familiarizado com os anúncios que são exibidos antes do vídeo começar a ser reproduzido; no entanto, é importante destacar que existem diversos outros tipos de anúncios, como banners, pop-ups e conteúdos exibidos no meio do conteúdo.

Sim, o Google oferece uma grande variedade de tipos de anúncio – mas, antes de escolher entre texto, imagem ou vídeo, é importante que você saiba de que forma os seus anúncios serão exibidos (e quem, afinal, vai encontrá-los).

Oi Fibra anúncio Google Ads

Como funciona o leilão de anúncios do Google Ads

Grande parte dos tipos de campanha disponíveis para uso no Google Ads funcionam dentro do sistema de leilão, o que significa que os publicitários e empreendedores interessados devem competir entre si para conquistar o espaço almejado.

Vale lembrar que, embora o valor oferecido e a configuração das palavras-chave sejam elementos importantes para determinar a posição dos lances de um leilão, o valor mais alto não garante, necessariamente, a vitória – até porque a relevância dos dados oferecidos também é um fator importante.

Isso acontece porque o Google quer mostrar anúncios relevantes e úteis para os usuários (e você, como lojista, quer anunciar para usuários que possam ser vistos como clientes em potencial). Por esse motivo, o Google estabelece uma Classificação de anúncios baseada em diversos fatores, como a relevância do texto utilizado no anúncio, o formato do conteúdo, as palavras-chave utilizadas, o URL de redirecionamento e muito mais.

Quanto mais relevante for o seu nicho ou produto para os termos e palavras-chave que você está tentando comprar, maior será a relevância dos anúncios para os usuários que buscam essas palavras-chave via Google.

Mas, antes de mergulhar de cara no mundo do Google Ads ou então sair contratando um profissional para gerenciar as suas estratégias de marketing na plataforma, é crucial que você conheça ao menos alguns dos conceitos-chave e dos tipos de campanha mais populares da plataforma.

Termos e conceitos do Google

O marketing pago (e, em especial, o Google Ads) vem com um vocabulário próprio de termos e conceitos. Para ajudar você a desvendar os caminhos dessa estratégia, criamos um glossário completo com os termos mais utilizados:

Termos de marketing pago

  • Impressões: número de vezes que o anúncio foi visualizado;
  • Custo: custo financeiro de uma campanha de marketing pago;
  • Cliques: número de cliques que o anúncio recebeu;
  • Conversão: objetivo monitorado pela campanha (venda, visualização de página, assinatura de newsletter e por aí vai);
  • CPM (custo por mil impressões): valor a ser pago para que o anúncio seja visualizado mil vezes;
  • CPC (custo por clique): custo por clique a ser pago pelo lojista que comprou o espaço do anúncio. O valor do CPC pode variar entre apenas alguns centavos até algumas centenas de dólares – tudo vai depender da concorrência, do nicho com o qual você está trabalhando e, claro, da relevância do anúncio e do público-alvo;
  • Custo por conversão: custo por compra, pedido realizado, cliente fidelizado ou qualquer outro objetivo definido como meta da campanha;
  • CTR (taxa de click-through): percentual de usuários que, dentro do número total de impressões geradas, clicaram no seu anúncio. A taxa de click-through é uma das métricas mais relevantes dos leilões promovidos pelo Google;
  • Taxa de conversão: número de conversões dividido pelo número de cliques (expressado como percentual);
  • Orçamento: total financeiro alocado para uma campanha publicitária;
  • Receita: valor total, em reais ou dólares, gerado por um anúncio;
  • Lucro: valor total, em reais ou dólares, gerado por um anúncio (descontadas despesas como, por exemplo, custos de publicidade);
  • ROAS (retorno por anúncio gasto): receita gerada pelo anúncio, dividida pelo custo necessário para publicar esse mesmo anúncio. Se você ganhou R$ 5,00 a cada R$ 1,00 gasto, o seu ROAS será de 5:1;
  • AOV (valor médio de pedido): valor médio gasto por cliente. Para calcular o AOV, basta dividir o total da receita pelo número de pedidos;
  • CLV (valor da vida útil do cliente): valor total previsto de um único cliente durante toda a sua relação com a marca, incluindo compras futuras;

Termos e conceitos usados no Google Ads

  • Campanha: a campanha é construída a partir de um objetivo concreto de publicidade, como aumento de tráfego e conversões. O orçamento é feito a nível de campanha e, se você estiver planejando objetivos diferentes dentro de uma única campanha, pode ser uma boa ideia desmembrar essa estratégia em diversas outras;
  • Grupo de anúncios: o grupo de anúncios conta com um ou mais anúncios e, claro, com o segmento almejado do público-alvo. Um bom grupo de anúncios apresenta um conjunto específico de mensagens criadas sob medida para o segmento;
  • Anúncio: a parte criativa (texto, imagem, vídeo…) a ser exibida para clientes em potencial;
  • Palavra-chave: a frase ou as palavras que o cliente em potencial vai inserir no mecanismo de busca;
  • Tipo de correspondência da palavra-chave: o tipo de correspondência da palavra-chave envolve certo controle sobre o alcance dos termos escolhidos (sinônimos, buscas relacionadas e por aí vai) para garantir que o anúncio seja visualizado pelo cliente em potencial;
  • Palavras-chave negativas: se o objetivo é prevenir que o anúncio seja acionado sempre que uma determinada palavra-chave for usada, inclua o termo em questão dentro de uma lista de palavras-chave negativas. Essa lista é especialmente relevante para excluir termos que, embora semelhantes, não trazem bons resultados;
  • Índice de qualidade: a relevância de um anúncio ou termo de busca para o segmento escolhido do público-alvo. Quanto maior o índice de qualidade, menor o custo por clique e, claro, melhor a posição do anúncio

Como usar este guia para anunciar no Google

Agora, vamos discutir em detalhes todos os pontos mais importantes de como anunciar no Google, pois é importante que você entenda quais são os objetivos e metas concretas que podem ser alcançados dentro de cada tipo de campanha disponível na plataforma. Dessa forma, você vai poder escolher o tipo de campanha mais adequado para a sua marca, o seu produto e os seus objetivos.

Vale lembrar que, qualquer que seja o tipo de campanha escolhido, algum elemento inevitavelmente acabará sendo sacrificado. Em certas modalidades de campanha, por exemplo, o escolhido é a segmentação: como a campanha trabalha com vários grupos de clientes em potencial ao mesmo tempo, pode ser difícil isolar determinados segmentos (se você desejar isolar alguns segmentos, poderá fazer isso de maneira manual ou com a ajuda dos apps da Shopify).

Outros tipos de campanha podem exigir uma boa parte de configuração manual ou exercícios constantes de otimização, especialmente se os segmentos de público-alvo ou as palavras-chave apresentarem forte concorrência. Não raro, essas campanhas costumam exigir maior experiência técnica, além de serem mais demoradas e mais caras.

Por isso mesmo, as estimativas e os exemplos deste guia devem ser entendidos apenas como diretrizes. O custo por clique, a taxa de conversão e as outras métricas da sua campanha dependem de inúmeras variáveis, como por exemplo a taxa de conversão e fidelização do seu site, o valor médio do produto e a existência de volume de busca para a palavra-chave escolhida.

Por último, vale a pena destacar que vamos delimitar os tipos de campanha de acordo com as seguintes informações:

  • Objetivo: qual é o objetivo da campanha e de que forma ela vai atingir esse resultado? O foco é anunciar para visitantes da loja e gerar novas vendas? Vender para clientes já fidelizados? Ou quem sabe conquistar novos clientes?
  • Relevância para o público-alvo: é possível que a sua marca ou o seu produto simplesmente não sejam relevantes para um determinado termo de busca ou mesmo para um público-alvo em especial. De modo geral, quanto mais relevante for o seu produto ou serviço para aquele segmento, menores serão os custos e maiores as chances de que você consiga aumentar o tráfego do site e realizar vendas.
  • Custo estimado por clique: uma estimativa geral de quanto você vai gastar para fidelizar ou conquistar cada cliente. O valor final pode variar dependendo do setor e do produto anunciado, mas é importante lembrar que você vai precisar desembolsar uma certa quantia a cada clique.
  • KPIs (indicadores-chave de desempenho): quais são os valores dimensionáveis que devem ser usados na campanha para que o desempenho da mesma seja avaliada? É claro que o objetivo primeiro de toda e qualquer campanha de publicidade de um e-commerce é gerar vendas, mas o que acaba acontecendo na prática é que uma porção significativa dos visitantes da loja simplesmente não é fidelizada logo na primeira visita. É por isso mesmo que KPIs como o tráfego e a taxa de impressões costumam ser mais importantes para campanhas que têm como objetivo aumentar o alcance da marca.
  • ROAS estimado: qual o valor de retorno por anúncio que pode ser definido para o tipo de campanha escolhida? O número almejado pode ser expresso como um intervalo (0:1 ou 5:1, por exemplo) para ajudar você a priorizar as táticas a serem utilizadas. Vale lembrar ainda que o ROAS pode ser afetado por diversas variáveis.
  • Dimensão e potencial de expansão: algumas campanhas podem ser segmentadas apenas para usuários que estão buscando os produtos da sua marca ou que já visitaram o seu site, mas também é possível trabalhar com uma segmentação alinhada aos interesses gerais de um grupo de pessoas. Cada tipo de campanha vai apresentar uma possibilidade de expansão diferente, mas no final do dia tudo vai depender do orçamento da campanha.
  • Recomendado para: as estratégias utilizadas na campanha são capazes de gerar bons resultados? Se sim, em qual grupo de clientes se encontra o maior potencial de vendas? Esses critérios devem ser avaliados com cuidado, sempre levando em conta o nicho da sua loja e o produto anunciado.
  • Facilidade de implementação: a facilidade ou a dificuldade da implementação da campanha. Isso vai depender de uma série de fatores, especialmente aqueles intrínsecos ao tipo de campanha escolhida.

As diretrizes acima sevem ser determinadas levando em conta sempre os objetivos pretendidos e o tipo de público-alvo segmentado. Se a sua meta é aumentar o número de novos clientes, pode ser interessante determinar um resultado de break-even (especialmente se a sua loja for capaz de vendas repetidas de um mesmo cliente).

É importante lembrar também que uma loja ou marca nem sempre consegue aproveitar todos os tipos de campanha disponíveis, da mesma forma que algumas campanhas requerem um investimento alto de dinheiro, tempo e mão-de-obra especializada.

Atenção: como o Bing e o Yahoo! apresentam recursos similares ao Google, muitas das campanhas abaixo também podem ser executadas nessas duas plataformas.

Guia Google Ads: 13 tipos de campanha

1. Busca pelo nome da marca

busca pelo nome da marca exemplo colchão zissou

  • Objetivo: capturar usuários que estão realizando buscas com o nome da sua marca.
  • Relevância para o público-alvo: alta (afinal, eles estão procurando por você).
  • Custo estimado por clique: baixo (entre US$ 0,25 e US$ 3,00).
  • ROAS estimado: alto (entre 3:1 e 30:1). Como ressaltamos acima, os usuários estão buscando, especificamente, a sua marca.
  • KPIs: rentabilidade e número de pedidos.
  • Dimensão e potencial de expansão: vai depender da popularidade da marca e do número de usuários que estão buscando especificamente pela sua loja, que pode ser maior ou menor do que o esperado dependendo de outras estratégias e campanhas de marketing já implementadas.
  • Recomendado para: todas as marcas, independentemente do tamanho ou do setor. Aumentar o número de vendas, afinal, é sempre um bom objetivo (ainda mais quando os usuários estão ativamente buscando o nome da sua loja). Se for financeiramente viável, priorize esse tipo de campanha.

As palavras-chave de marca possuem o(s) nome(s) de uma marca ou produto: “celular Apple” ou “iPhone”, por exemplo, são palavras-chave específicas da marca Apple.

Dar um lance pelo nome da sua marca dentro do leilão do Google pode parecer perda de tempo e de dinheiro – especialmente se o termo já aparecer de maneira orgânica no topo dos resultados de busca; contudo, essa estratégia também permite a divulgação de informações específicas por meio das extensões do Google Ads. Vale lembrar também que é possível determinar a página exata de redirecionamento, e a melhor parte é que funciona também como uma proteção extra, pois evita que os concorrentes deem um lance pelo nome da sua loja e acabem conquistando os seus clientes.

O CPC (custo por clique) de buscas com o nome da marca costuma ser mais barato do que o valor médio que geralmente encontramos em outros tipos de campanha, uma vez que que tanto o URL da loja como os anúncios da marca são altamente relevantes para clientes e usuários interessados. Contudo, é sempre bom verificar se os seus anúncios não estão sendo exibidos a partir de palavras-chave irrelevantes.

Como o número almejado de vendas a ser definido em uma campanha de busca pelo nome da loja depende principalmente da forma como os usuários e clientes interessados estão buscando pelo nome da marca nos mecanismos de busca, essas campanhas podem ser criadas como complementares às campanhas de ampliação do alcance da marca. Uma loja pop-up ou até mesmo um vídeo viral no Facebook, por exemplo, podem gerar um volume significativo de pesquisas.

Facilidade de implementação: este tipo de campanha pode ser particularmente difícil de implementar, especialmente se você ainda não estiver familiarizado com o marketing em ferramentas de busca. Nesse caso, você talvez precise investir na contratação de freelancers especializados (o que, claro, vai gerar um gasto extra). A boa notícia é que essas campanhas são de fácil gerenciamento

2. Busca genérica (sem nome da marca)

busca genérica exemplo travesseiro

  • Objetivo: usar anúncios segmentados para gerar tráfego de qualidade e possivelmente atrair usuários que apresentem potencial para comprar os seus produtos, mas ainda não estão familiarizados com a marca.
  • Relevância para o público-alvo: baixa e média.
  • Custo estimado por clique: médio e alto (entre US$ 1,00 e US$20,00).
  • ROAS estimado: médio (entre 0:1 e 3:1, dependendo da concorrência, do product market fit e de outros elementos).
  • KPIs: aquisição de novos clientes, receita, tráfego, número de pedidos.
  • Dimensão e potencial de expansão: potencialmente alto, dependendo do volume de busca.
  • Recomendado para: praticamente qualquer loja e nicho, embora seja uma boa ideia priorizar campanhas mais rentáveis antes de experimentar esta. A busca genérica, no entanto, pode ser especialmente importante para lojas que têm como objetivo imediato aumentar a receita e a aquisição de novos clientes.

As campanhas genéricas, como o próprio nome indica, não trabalham com palavras-chave específicas que incluam o nome da marca ou então nomes de alguns produtos em especial. Isso significa que os custos envolvidos em campanhas desse tipo podem ser mais caros: a relevância dos termos escolhidos, afinal, é pequena (“travesseiro”, por exemplo, é bem mais genérico – e, portanto, mais caro – do que “travesseiro pronto da Zissou”).

O objetivo principal das campanhas genéricas, vale lembrar, é gerar novas visitas (e novos clientes) para o seu site de maneira eficaz e orgânica; essas campanhas, contudo, também podem apresentar ROAS positivos e, claro, grande possibilidade de expansão.

Não se esqueça que o real valor de um cliente não está na primeira compra realizada, mas sim no potencial de compras futuras.

Facilidade de implementação: assim como acontece com diversas outras, a implementação desta campanha pode ser um pouco complicada. O grande obstáculo da campanha genérica está no alto número de recursos humanos que são necessários para gerenciar, testar e otimizar os anúncios e as páginas de redirecionamento – para não falar do investimento financeiro. Se você está determinado a implementar uma campanha genérica, vale a pena contratar a ajuda de um profissional.

3. Busca por nicho

busca por nicho exemplo travesseiro homem aranha busca

  • Objetivo: conquistar novos clientes vindos de públicos-alvo interessados no nicho com o qual você trabalha.
  • Relevância para o público-alvo: média a alta (quanto mais específico for o nicho e o produto, maior a relevância do seu anúncio).
  • Custo estimado por clique: médio a alto (entre US$ 1,00 e US$ 20, dependendo da taxa de concorrência e do valor dos clientes para a concorrência).
  • ROAS estimado: médio (entre 0:1 e 5:1).
  • KPIs: aquisição de novos clientes, receita, tráfego e número de pedidos.
  • Dimensão e potencial de expansão: vai depender da quantidade de usuários e clientes em potencial que realizam buscas com as palavras-chave escolhidas. Como as campanhas de busca por nicho já lidam com um público-alvo mais restrito, é essencial verificar se o número de clientes é alto o suficiente para justificar a criação de uma nova campanha.
  • Recomendado para: marcas especializadas em um nicho ou que estão usando uma categoria específica de produtos para entrar num mercado de nicho (como “desodorante vegano” ou “videogame retrô”).

É importante destacar que as campanhas de busca por nicho costumam envolver uma concorrência bem menor do que as campanhas de busca genérica. O motivo é simples: os anúncios de uma campanha de nicho são mais específicos e, por isso mesmo, mais relevantes para o usuário.

Se você já está trabalhando dentro de um nicho específico, vale a pena explorar este tipo de campanha: mesmo via Google Ads, afinal, o marketing de nicho pode ajudar marcas a alcançarem um tráfego maior e, potencialmente, um ROI positivo.

Não raro, você vai encontrar pesquisas genéricas de nicho sendo tratadas da mesma forma que as pesquisas genéricas que mencionamos acima. Apesar de ser uma estratégia mais prática, vale destacar que os resultados costumam ser melhores quando os públicos-alvo estão devidamente segmentados.

Esta campanha também pode ser usada por lojistas que vendem produtos de terceiros (como, por exemplo, uma loja de dropshipping): basta investir em palavras-chave que contenham o nome da marca e, na hora de criar as páginas de redirecionamento, se certificar de que o conteúdo esteja exibindo os produtos em um espaço de destaque.

Facilidade de implementação: assim como acontece com outros tipos de campanha, a busca por nicho não é de fácil implementação e costuma necessitar dos recursos corretos para ser devidamente utilizada. Se você não sabe como encontrar palavras-chave ou como construir campanhas e páginas otimizadas para uma estratégia de SEO, a melhor coisa a fazer é contratar um especialista (vamos falar mais sobre isso lá na frente).

4. Busca por concorrentes

  • Objetivo: conquistar novos clientes que possivelmente não conhecem a sua marca enquanto eles buscam pelos concorrentes diretos da loja.
  • Relevância para o público-alvo: baixa (os usuários estão buscando por uma outra loja que não a sua).
  • Custo estimado por clique: médio e alto (entre US$ 1,00 e US$ 20,00).
  • ROAS estimado: médio (entre 0:1 e 3:1, dependendo da concorrência e das palavras-chave).
  • KPIs: tráfego, novos clientes, número de pedidos, ROI.
  • Dimensão e potencial de expansão: vai depender do tamanho do seu concorrente, do número de usuários que estão buscando a marca e, claro, se existem ou não outros esforços de em ação.
  • Recomendado para: lojistas que já implementaram campanhas de sucesso e agora querem investir na aquisição de novos clientes.

A busca por concorrentes nada mais é do que uma campanha de busca pelo nome da marca às avessas: no lugar de investir em termos e palavras-chave que incluam o nome da sua marca ou dos produtos, você investe em termos que possuem o nome dos seus concorrentes.

Ainda que captar o tráfego da concorrência por meio das palavras-chave seja uma estratégia inteligente, é bom lembrar que ela também pode ser particularmente cara: afinal, você está gastando dinheiro para que pessoas que não estão interessadas na sua marca vejam o seu anúncio.

Esta estratégia é bastante popular entre marcas com um alto orçamento para a aquisição de novos clientes (ou mesmo entre aquelas que possuem um valor médio de produto ou de tempo de vida do cliente relativamente alto). Se a sua loja não se enquadra dentro desses parâmetros, você possivelmente não terá bons resultados em campanhas deste tipo.

Por outro lado, se você tem um produto que é tão bom ou até mesmo melhor do que aquele anunciado pelo seu concorrente e o público-alvo do seu nicho não estabelece uma relação de fidelidade com a marca escolhida, esta campanha pode gerar bons resultados.

É por esse motivo, aliás, que também recomendamos a compra dos termos e palavras-chave que incluam o nome da sua loja: dessa forma, você evita que os seus concorrentes possam usar a sua marca como material para uma campanha desse tipo.

Atenção: evite a inserção de palavras-chave dinâmicas em anúncios, especialmente se você tiver adquirido termos que possuam o nome de um concorrente. Você não deve, afinal, listar o nome de uma outra marca em um anúncio (especialmente se a sua loja não vender o produto da marca em questão).

Facilidade de implementação: a busca por concorrentes não é uma campanha de fácil implementação e costuma gerar custos relativamente elevados. Se você optar por criar uma campanha desse tipo, procure profissionais dedicados que possam gerenciá-la de maneira dedicada.

5. Google Shopping (com nome da marca)

busca tênis adidas Google Shopping

  • Objetivo: capturar usuários que estão usando palavras-chave e termos com o nome da marca para encontrar produtos ou categorias de produto.
  • Relevância para o público-alvo: alta (afinal, eles estão procurando por você).
  • Custo estimado por clique: baixo (entre US$ 0,25 e US$ 3,00).
  • ROAS estimado: alto (entre 3:1 e 30:1).
  • KPIs: ROAS, número de pedidos.
  • Dimensão e potencial de expansão: vai depender de quantos usuários procuram pela sua marca e pelos seus produtos.
  • Recomendado para: lojas que já investiram em estratégias e campanhas para ampliar o alcance da marca ou já apresentam maior familiaridade com o Google Ads.

As campanhas do Google Shopping costumam oferecer uma excelente experiência de compra para usuários – afinal, basta digitar um termo específico para receber como resultado itens prontos para compra, avaliações de outros clientes e imagens de alta definição. Se o usuário clicar no anúncio exibido como resultado da busca, ele será automaticamente redirecionado para a página de produto.

Em termos de estratégias para adquirir e conquistar novos clientes, este é um dos melhores tipos de campanha disponíveis.

Como os usuários que buscam ativamente pela sua marca apresentam um alto potencial de conversão, pode ser uma boa ideia configurar uma campanha do Google Shopping como complemento à estratégia de marketing da loja: dessa forma, você não só consegue maximizar o tráfego da loja como também garante uma utilização mais inteligente dos seus recursos. Caso contrário, as campanhas do Shopping incluirão, obrigatoriamente, o tráfego gerado pelas palavras-chave da loja e aquele gerado a partir dos termos genéricos.

Vale lembrar também que, sem uma estratégia de segmentação, o percentual de tráfego gerado pelas buscas genéricas será sempre mais alto do que aquele proveniente dos termos com o nome da marca; da mesma forma, é comum que grande parte do seu orçamento acabe sendo direcionado para termos genéricos, que apresentam menor potencial de conversão.

Facilidade de implementação: as campanhas do Shopping costumam apresentar um processo de implementação mais simples e descomplicado do que as outras campanhas que estamos discutindo. Para criar um feed de produtos compatível com o Google, você pode instalar o app do Google Shopping ou então fazer a configuração manual no Google Merchant Center – só não se esqueça de criar campanhas individuais para o tráfego genérico, definir as palavras-chave negativas e priorizar os termos com maior potencial de bons resultados.

6. Google Shopping (genérico)

busca genérica no Google Shopping exemplo tênis feminino

  • Objetivo: capturar usuários que estão buscando pelos produtos que você vende, mas que não estão usando nomes de lojas em suas pesquisas.
  • Relevância para o público-alvo: baixa e média (esses usuários estão buscando por produtos similares aos seus, mas não necessariamente pelos seus produtos).
  • Custo estimado por clique: médio (entre US$ 0,25 e US$ 20,00).
  • ROAS estimado: médio (entre 0:1 e 5:1).
  • KPIs: aquisição de novos clientes, receita, tráfego.
  • Dimensão e potencial de expansão: costuma ser alto, mas depende do número de usuários que procuram pelos produtos e categorias de produto com os quais você trabalha.
  • Recomendado para: marcas e lojas que vendem produtos físicos. É importante lembrar, no entanto, que este tipo de campanha não deve ser priorizado se você estiver trabalhando com outros tipos mais lucrativos de campanha (a menos que você tenha objetivos bem específicos, como aquisição de clientes, expansão da loja ou aumento de receita).

Também é possível criar uma campanha separada para o Google Shopping que lide especificamente com termos que incluam nomes de marca, similar com a que discutimos acima.

No Google Shopping, as campanhas sem termos com o nome da marca funcionam quase da mesma forma que as campanhas com termos genéricos; além disso, se você estiver com um orçamento mais folgado, pode ser uma boa ideia tentar investir nessa modalidade.

Por último, não podemos esquecer que, se a sua loja não possuir produtos de marca, toda e qualquer campanha criada acabará sendo uma campanha 100% genérica.

Facilidade de implementação: separar o tráfego proveniente dos termos genéricos daquele gerado por termos com o nome da marca é um processo que requer configuração e customização. Passada essa etapa, você terá não só duas campanhas exclusivas do Shopping como também diferentes orçamentos para cada uma delas each.

7. Retargeting (texto, banner ou vídeo)

retargeting banner Sobrebarba

  • Objetivo: anunciar especificamente para clientes em potencial que já visitaram o seu site, navegaram pelas categorias de produto, adicionaram itens ao carrinho de compra ou até realizaram uma compra.
  • Relevância para o público-alvo: alta (eles já visitaram o seu site ao menos uma vez).
  • Custo estimado por clique: baixo (entre US$ 0,25 e US$ 3,00).
  • ROAS estimado: alto (entre 3:1 e 30:1).
  • KPIs: ROAS, pedidos.
  • Dimensão e potencial de expansão: vai depender do tráfego do site e do tamanho do público-alvo que apresenta o comportamento acima delimitado.
  • Recomendado para: todos os tipos de lojas e empresas, especialmente para aquelas que não estão trabalhando com estratégias de retargeting.

Ainda que a aquisição de tráfego seja a primeira etapa para converter visitantes em clientes fidelizados, a grande maioria desses visitantes dificilmente vai realizar uma compra ou fornecer informações pessoais (como endereços de e-mail) logo de cara. Se uma taxa de 2% de conversão é considerada boa dentro do seu nicho, não se esqueça que 98% do tráfego não vai gerar compras – ao menos numa primeira visita.

O retargeting é uma estratégia que se concentra especificamente em clientes com o perfil acima. Além de ter um custo relativamente baixo e acontecer fora do site da loja, o retargeting tem como objetivo enviar mensagens e conteúdos mais específicos para fazer com que os clientes voltem ao site (e, claro, realizem novas compras).

O retargeting é um recurso poderoso para lojistas e empreendedores interessados em transformar visitantes em clientes fidelizados ou, de preferência, em clientes que realizem ao menos uma compra dentro da loja.

A grande vantagem dessa estratégia é que ela também pode ser usada para gerar novas compras de clientes fidelizados: você pode, por exemplo, criar anúncios de retargeting no YouTube e exibi-los apenas para aqueles que visitarem o seu site. Além de ser uma excelente forma de deixar uma boa segunda impressão, também é um complemento poderoso para outras estratégias de marketing.

Diferente do que acontece nos tipos de campanha mencionados acima, o lugar no qual os anúncios são exibidos não é um elemento tão relevante para as campanhas de retargeting – até porque você está criando anúncios para pessoas que já conhecem a sua marca.

O processo de maximizar a estratégia de retargeting, no entanto, envolve uma etapa adicional de segmentação – que deve ter como foco os usuários que visitaram o seu site recentemente, exploraram as páginas de produto ou então abandonaram os carrinhos de compra.

Atenção: segmentar todos os usuários que visitaram o site nos últimos 30 dias pode resultar em criar anúncios para clientes que não têm intenção de realizar uma nova compra.

Assim como pode existir um grande leque de opções para termos genéricos de busca, o conteúdo do anúncio segmentado para um cliente que abandonou o carrinho de compra nas últimas 24 horas vai ser diferente do anúncio direcionado para clientes que realizaram a última visita há 40 dias ou mais. Isso também significa que as suas expectativas e os resultados almejados devem variar de acordo com a especificidade de cada cliente.

Facilidade de implementação: se você já sabe como criar públicos-alvo negativos, fazer o upload de anúncios e definir as etapas de segmentação do Google Ads, a implementação das campanhas de retargeting vai ser um processo relativamente simples.

É importante, no entanto, que você tenha profissionais dedicados ao gerenciamento e à otimização da campanha – até porque o objetivo deste tipo de campanha é criar um mecanismo lucrativo para converter visitantes em clientes. Não se esqueça que, se você quiser aplicar uma estratégia de retargeting a anúncios de vídeo no YouTube, vai precisar primeiro criar um canal próprio para a sua marca YouTube.

8. Anúncios na Google Display Network (tópicos e interesses)

anúncio tópicos e interesses Rede de Display do Google

  • Objetivo: aumentar o alcance da marca e divulgar informações sobre o seu produto ou serviço por meio de anúncios específicos na Google Display Network.
  • Relevância para o público-alvo: vai depender não só dos interesses e dos tópicos abordados na campanha, mas também da relevância desses conteúdos para a marca.
  • Custo estimado por clique: baixo e médio (entre US$ 0,25 e US$ 3,00).
  • ROAS estimad: baixo (entre 0:1 e 2:1).
  • KPIs: impressões, cliques, reconhecimento e alcance da marca, microconversas (visualizações de página, tempo gasto no site, visita à loja física e outras), número de pedidos.
  • Dimensão e potencial de expansão: costuma ser alto, mas vai depender das categorias escolhidas e do número de sites compatíveis na Google Display Network.
  • Recomendado para: marcas que querem divulgar seus produtos para um segmento específico de clientes ou então encontraram um tópico em especial, compatível com um grupo demográfico do público-alvo.

Campanhas da Google Display Network têm potencial para colocar a sua marca em contato com clientes que não estão fazendo buscas no Google ou em outros sites de pesquisa: os anúncios são exibidos em forma de banners de texto, imagem ou vídeo nos mais diversos sites independentes, e ficam visíveis em computadores, apps e outras plataformas virtuais.

Por mais que as opções de segmentação sejam bastante amplas dentro desta modalidade de campanha, vale destacar que as mais recomendadas são aquelas baseadas em tópicos e interesses – que podem variar desde carros e viagens até casa, decoração e animais domésticos.

Se você optar pela segmentação baseada em tópicos, o seu anúncio será exibido em qualquer um dos sites pertencentes àquela categoria na Display Network. Já na segmentação baseada em interesses, os anúncios serão exibidos para usuários que começaram a compartilhar esses tópicos via sites da Display Network.

Facilidade de implementação: simples, mas você vai precisar fazer uso das palavras-chave negativas para excluir alguns termos em especial. Não se esqueça de analisar com cuidado o espaço onde o anúncio será exibido, pois isso pode ter um forte impacto nos resultados da campanha.

9. Anúncios contextuais na Google Display Network

anúncios contextuais Rede de Display do Google

  • Objetivo: expandir a popularidade do seu produto ou serviço e gerar mais vendas, exibindo anúncios em sites da Google Display Network com temas similares ao da sua marca.
  • Relevância para o público-alvo: vai depender das palavras-chave escolhidas e da relevância dos sites escolhidos para a sua marca.
  • Custo estimado por clique: baixo (entre US$ 0,25 e US$ 3,00).
  • ROAS estimado: baixo (entre 0:1 e 2:1).
  • KPIs: impressões, cliques, alcance da marca, micro conversas (visualizações de página, tempo gasto no site, visita à loja física e outras), número de pedidos.
  • Dimensão e potencial de expansão: normalmente alto, mas depende das palavras-chave escolhidas e da quantidade de conteúdo que pode ser criado com esses termos dentro da Google Display Network.
  • Recomendado para: como esta campanha permite colocar o produto dentro do alcance de usuários e clientes que estão pesquisando tópicos relevantes e relativos à marca, muitos empreendedores costumam defender a ideia de que esta modalidade deve ser implementada apenas por marcas que já estão trabalhando com o topo do funil de vendas. Vale destacar, no entanto, que este tipo de campanha não deve ser implementado por marcas que ainda não obtiveram bons resultados com outras campanhas similares, não conseguiram capturar novos clientes ou apresentam baixas taxas de engajamento com clientes.

A grande vantagem dos anúncios contextuais é a possibilidade de anunciar em sites e espaços que já utilizam as palavras-chave com as quais você está trabalhando. Se você está querendo utilizar termos que incluam o nome da marca ou que sejam muito específicos para o seu nicho, este tipo de campanha é ideal.

Também é importante lembrar que passamos a maior parte do nosso tempo online interagindo com conteúdos dos mais diversos, e não realizando pesquisas no Google; por isso mesmo, é importante que os seus anúncios sejam exibidos em espaços frequentados pelo seu público-alvo. Embora não deva ser encarado como um recurso prioritário dentro da sua estratégia de publicidade (especialmente se você estiver trabalhando com outras campanhas de alto engajamento), o anúncio contextual é um elemento de grande importância para qualquer marca – especialmente porque ele só precisa ser pago depois que o cliente de fato clicar no anúncio.

As campanhas contextuais também trazem resultados especialmente positivos na Display Network, pois permitem que o Google indique sites de nicho específicos para a loja.

Atenção: embora seja possível configurar as campanhas contextuais e a própria Display Network como parte das suas outras campanhas de busca, nós recomendamos desativar a Display Network para campanhas de busca (e desativar o recurso de busca nas campanhas contextuais). Essas estratégias funcionam de formas muito diferentes e, por isso mesmo, devem ser gerenciadas separadamente.

Facilidade de implementação: se você sabe localizar e implementar palavras-chave e também já aprendeu a criar uma campanha via Google, implementar uma campanha contextual vai ser moleza. O processo não é tão complicado como a configuração dos anúncios de busca, mas vale lembrar que também não há nenhum app ou integração para facilitar o processo.

9. Anúncios com posicionamento pré-determinado na Display Network

anúncios posicionamento pré-determinado Rede de Display do Google

  • Objetivo: usar o espaço que muitos sites reservam para publicidade como recurso de captação de clientes em potencial.
  • Relevância para o público-alvo: vai depender do espaço escolhido, da abrangência do site, da relevância do tópico escolhido e da compatibilidade entre marca e visitante.
  • Custo estimado por clique: médio (entre US$ 1,00 e US$ 10,00).
  • ROAS estimado: baixo (entre 0:1 e 2:1).
  • KPIs: impressões, tráfego (com base no alcance e na popularidade da marca), pedidos e microconversas (visualizações de página, tempo gasto no site, visita à loja física e mais).
  • Dimensão e potencial de expansão: costuma ser baixo, mas depende do tráfego do site (cuidado – não é todo site que tem potencial para esta campanha).
  • Recomendado para: marcas que identificaram um segmento ou setor demográfico relevante e querem anunciar um produto ou serviço num site que é popular entre esse grupo.

Este tipo de campanha oferece um controle de segmentação ainda mais específico do que as campanhas contextuais, uma vez que permite selecionar os sites ou mesmo as páginas da Google Display Network nas quais você deseja anunciar. Se você optar por levar esta campanha para fora do Google, lembre-se de que as taxas de CPM serão mais altas.

Idealmente, as campanhas de posicionamento pré-determinado só são implementadas depois que o site e o espaço do anúncio são especificados e testados.

Facilidade de implementação: simples, se você já estiver familiarizado com a plataforma do Google Ads.

10. Google Smart Shopping

homem digitando na barra de pesquisa do Google

  • Objetivo: usar a aprendizagem automática para gerar compras por meio do Google Shopping, das estratégias de remarketing e dos anúncios de posicionamento pré-determinado.
  • Relevância para o público-alvo: pode variar, pois unifica diversos tipos de campanha em um só.
  • Custo estimado por clique: baixo e médio (entre US$ 0,25 e US$ 5,00).
  • ROAS estimado: médio e alto (entre 0:1 e 12:1).
  • KPIs: ROAS, pedidos, aquisição de novos clientes.
  • Dimensão e potencial de expansão: costuma ser alto, já que o tráfego captado é uma mistura entre aquele gerado pelas palavras-chave genéricas e o proveniente dos anúncios com arranjo pré-determinado.
  • Recomendado para: lojistas da Shopify que buscam soluções de fácil gerenciamento e não estão utilizando nenhuma estratégia de retargeting e/ou campanhas do Google Shopping.

As campanhas do Google Smart Shopping usam o recurso de aprendizagem automática para otimizar as estratégias e anúncios de retargeting e a exibição dos conteúdos de publicidade.

Este tipo de campanha também permite escolher quais produtos anunciar, o valor dos lances nos leilões e qual canal de conteúdo adotar (vídeo, foto e por aí vai). A integração da Shopify com o Google Shopping, vale lembrar, também ajuda a importar produtos da loja diretamente para as campanhas.

O desempenho de uma campanha deste tipo vai depender principalmente do número de usuários que procuram pela sua marca, produtos, categorias de produto ou termos específicos nos mecanismos de busca da internet. As possibilidades de retargeting e de tráfego gerado por palavras-chave com o nome da marca também vão depender do volume de busca desses termos e do tamanho do seu público-alvo de retargeting (ou seja: o número de pessoas que já visitou o site da loja ao menos uma vez).

Facilidade de implementação: O Smart Shopping representa uma maneira simples e prática de trabalhar com campanhas de publicidade no Google, seja por meio do Shopping ou mesmo das estratégias de retargeting. Se os seus esforços forem bem-sucedidos, é possível mudar para uma estratégia de caráter mais segmentado no futuro.

11. CRM (buscas, YouTube, Gmail)

CRM anúncios Gmail

  • Objetivo: gerar novas vendas ou converter em clientes os visitantes que assinaram a sua newsletter.
  • Relevância para o público-alvo: extremamente alta (eles já concederam informações pessoais ao seu site).
  • Custo estimado por clique: baixo (entre US$ 0,25 e US$ 5, dependendo do quão direto você deseja ser).
  • ROAS estimado: extremamente alto (entre 5:1 e 60:1).
  • KPIs: ROAS, compras, tráfego.
  • Dimensão e potencial de expansão: baixa, pois depende sobretudo do tamanho da sua base de clientes ou lista de e-mail.
  • Recomendado para: qualquer marca com mais de mil usuários cadastrados na lista de e-mail e/ou base de clientes.

As campanhas de CRM (customer relationship management, ou, em português, gerenciamento de relações com o cliente) estão baseadas sobretudo em estratégias de remarketing voltadas para clientes ou assinantes que já possuem ao menos um engajamento mínimo com a loja.

Como o público-alvo é altamente segmentado e qualificado, o ROI proveniente dessa campanha pode ser bastante elevado. O único problema, claro, é que você precisa ter uma base consolidada de clientes (ou seja, centenas de e-mails cadastrados), o que faz desta campanha um recurso válido apenas para lojistas que já estão há algum tempo no mercado.

É importante ter em mente que as campanhas de CRM têm como base informações e dados previamente coletados sobre os clientes. Isso significa que você pode determinar quais mensagens da campanha serão enviadas para diferentes segmentos de clientes, o lugar onde cada anúncio será exibido e em qual plataforma a interação vai acontecer.

Atenção: nem todo e-mail da lista vai ser compatível com a base de dados do Google (é possível, por exemplo, que o Google encontre apenas 2 mil endereços de uma lista com 4 mil e-mails diferentes). Ainda que os endereços do Gmail geralmente apresentem certa correspondência com a base de dados, é bom ter em mente que uma boa parte da lista provavelmente não poderá ser utilizada na campanha.

Facilidade de implementação: para implementar uma campanha de CRM, você precisa não só contar com uma base de clientes já estabelecida, mas também saber como segmentar a lista de e-mails de modo a potencializar a eficácia dos anúncios.

12. Públicos-alvo semelhantes

  • Objetivo: gerar novos clientes e aumentar o alcance da marca com anúncios segmentados para usuários que apresentam interesses e comportamentos semelhantes ao público-alvo da loja.
  • Relevância para o público-alvo: depende do quão semelhantes são o público-alvo almejado e o público da sua loja, e da relevância do produto/serviço para tal grupo.
  • Custo estimado por clique: baixo (entre US$ 0,25 e US$ 3,00).
  • ROAS estimado: baixo (entre 0:1 e 2:1).
  • KPIs: cliques, impressões, tráfego, pedidos, ROAS.
  • Dimensão e potencial de expansão: costuma ser alto, mas vai depender do número de usuários com interesses similares aos do seu público-alvo.
  • Recomendado para: lojistas e empreendedores que já possuem outras campanhas implementadas e querem testar novas campanhas de aquisição de clientes. Para criar a campanha, a primeira coisa a fazer é enviar uma lista de e-mails para o Google, pois ela servirá de base para a construção do público-alvo semelhante.

Outras campanhas que trabalham com públicos semelhantes, como a do Facebook, usam como base as listas de remarketing que discutimos acima, quando mostramos as campanhas de CRM. Com as campanhas do Google, o processo vai ser um pouco diferente: no lugar de anunciar diretamente para os seus clientes, você vai poder ampliar o alcance dos anúncios para usuários semelhantes – tomando como base os dados que o Google já possui.

Facilidade de implementação: apesar de recomendarmos primeiro a implementação de outras campanhas com objetivos de compra mais claros, as campanhas de público-alvo semelhantes podem ser úteis sobretudo se você já estiver trabalhando com uma estratégia desse tipo no Facebook.

13. Anúncios dinâmicos

  • Objetivo: gerar compras a partir de palavras-chave criadas automaticamente pelo Google.
  • Relevância para o público-alvo: baixa ou alta, dependendo dos termos criados.
  • Custo estimado por clique: baixo e médio (entre US$ 0,25 e US$ 5,00).
  • ROAS estimado: médio (entre 0:1 e 12:1).
  • KPIs: pedidos, ROAS, tráfego.
  • Dimensão e potencial de expansão: alto, uma vez que os anúncios dinâmicos conseguem atrair tanto o tráfego genérico como aquele proveniente de pesquisas por palavras-chave com o nome da marca. O resultado final, no entanto, depende sobretudo das palavras-chave utilizadas.
  • Recomendado para: lojistas e empreendedores que não possuem experiência com a criação e o gerenciamento de campanhas de busca (e nem o orçamento necessário para isso) e estão interessados em ver como o processo funciona.

As campanhas de anúncio dinâmico criam diferentes estratégias de busca de acordo com as palavras-chave criadas: termos com o nome da marca, categorias genéricas, termos que contenham um produto anunciado na sua loja, termos relevantes para descrever a marca e outros.

Diferente do que acontece com outros tipos de campanha que discutimos neste post de blog, a campanha de anúncios dinâmicos não trabalha com processos de segmentação. Por isso mesmo, ela não deve ser vista como uma estratégia duradoura, mas sim como um ponto de partida para lojistas que eventualmente decidirem segmentar os dados coletados.

Facilidade de implementação: é uma das melhores estratégias para quem quer criar e implementar uma campanha em pouco tempo. Contudo, há sempre uma possibilidade (bem alta) de que essas campanhas apresentem palavras-chave irrelevantes, incapazes de gerar tráfego.

Como definir um orçamento para campanhas

Assim como acontece em qualquer estratégia de marketing pago, estabelecer o orçamento é uma etapa essencial que, naturalmente, gera muitas dúvidas. Como definir o valor a ser gasto? Como estabelecer o período de duração de uma campanha (ou a vida útil de um anúncio)? Como saber se a campanha está gerando bons resultados?

Para responder essas perguntas, precisamos primeiro definir as duas principais categorias de campanhas.

Campanhas do tipo “sempre ativas” têm como foco a rentabilidade e o alto potencial de vendas dos usuários que demonstraram interesse em comprar na sua loja. Normalmente, são campanhas que apresentam uma vida útil longa e incluem recursos e estratégias como:

  • Busca pelo nome da marca;
  • Termos que incluam o nome da loja ou do produto;
  • Retargeting (especialmente para visitantes que deixaram carrinhos abandonados);
  • CRM;
  • Campanhas de nicho capazes de gerar mais vendas, maior receita e lucros que cubram os gastos envolvidos no processo de implementação e gerenciamento.

Essas campanhas também costumam levar a maior parte do orçamento para publicidade; contudo, é possível definir um valor diário relativamente baixo e, com o passar do tempo, ir aumentando os gastos sem precisar sacrificar a rentabilidade da loja e da campanha.

Se você tem um gasto fixo de US$ 10,00 por dia ou então está trabalhando com um orçamento fixo para a duração de toda a campanha, as campanhas “sempre ativas” possivelmente serão as mais indicadas para a sua loja – a menos, claro, que você tenha definido objetivos muito específicos de aquisição de clientes ou outras metas; neste caso, pode ser mais lucrativo investir exclusivamente em uma estratégia de publicidade voltada para esses objetivos.

Para além de converter novos usuários, você também pode usar o orçamento de publicidade para fidelizar clientes, aumentar o alcance e a popularidade da sua marca ou mesmo gerar tráfego para a loja.

As campanhas flexíveis ou de teste existem justamente para esse propósito, pois têm como objetivo melhorar as taxas de aquisição e engajamento do site. Algumas das modalidades mais comuns desse tipo de campanha são:

  • Busca genérica de nicho;
  • Busca genérica por concorrentes;
  • Busca por palavras-chave genéricas;
  • Segmentação por públicos-alvo semelhantes;
  • Campanhas contextuais;
  • Segmentação de interesses.

Na hora de estabelecer o orçamento para iniciativas de publicidade, é importante considerar de que forma os objetivos da campanha se alinham aos objetivos gerais da loja: identifique os pontos positivos de investir em uma determinada estratégia, verifique o desempenho atingido e não se esqueça de fazer os cálculos para verificar se você pode, de fato, gastar a quantia pretendida.

Se você estiver planejando gerenciar as suas próprias campanhas no Google, é importante que você já possua ao menos um nível básico de familiaridade com o sistema. A implementação de campanhas do Google Smart Shopping ou mesmo aquelas de busca dinâmica é um processo bem simples, e pode funcionar como um bom ponto de partida para quem quer começar a desbravar as particularidades do sistema.

Você também pode usar tudo o que discutimos acima quando precisar definir o orçamento de outras formas de marketing pago, como as campanhas do Facebook ou mesmo as parcerias com influenciadores digitais.

Encontre profissionais especializados para gerenciar campanhas do Google Ads

Sim, é muita informação – e sim, tem muito dinheiro envolvido; mas você não está sozinho nessa. Muitos empreendedores que não têm nem um orçamento ideal e nem muito tempo disponível conseguem atingir resultados realmente incríveis com campanhas próprias no Google; além disso, você também pode terceirizar o processo e contratar a ajuda de profissionais especializados.

Se você gostou dessa última ideia, aqui vai uma pequena lista com tudo o que você deve considerar quando for terceirizar uma campanha do Google Ads:

  • Não trabalhe com contratos de longa duração: se os resultados não forem satisfatórios, você estará livre para cancelar a parceria quando quiser.
  • As campanhas, as contas utilizadas e o trabalho realizado são sua propriedade: deixe tudo delimitado em termos bem transparentes. As contas utilizadas no gerenciamento da campanha devem ser de sua propriedade, mesmo que você não seja o responsável por utilizá-las.
  • Conheça o profissional responsável pelo gerenciamento da campanha: o ideal é que você conheça não o vendedor ou o CEO da agência de publicidade contratada, mas sim a pessoa responsável por gerenciar a sua conta e, portanto, a identidade da sua marca.
  • Determine objetivos e expectativas: estabeleça os tipos de campanhas que você quer executar, o orçamento a ser gasto, o ROAS estimado e o tempo de implementação.
  • Analise a estrutura de pagamento: dentro do mundo da publicidade virtual, é normal pagar um valor único pelo serviço ou então um número fixo de parcelas, cujo valor é calculado de acordo com um percentual do gasto gerado pelo anúncio. Não se esqueça de que o pagamento do profissional vai ser alterado toda vez que houver uma modificação nos gastos da campanha, pois isso acarreta alterações na configuração dos anúncios.
  • Considere profissionais especializados: embora não seja impossível encontrar uma loja ou um profissional que seja capaz de criar o design do seu site e gerenciar campanhas do Google, pode ser mais lucrativo trabalhar exclusivamente com especialistas que já possuam ampla experiência na área. Não se esqueça de que existem prós e contras quando o assunto é trabalhar com um profissional que cuida de diversas campanhas para clientes diferentes; por isso mesmo, vale a pena considerar não só o tempo e o dinheiro envolvidos nessa parceria, mas também o ROI e o nível de experiência que estarão ao seu alcance.

Considerações finais

Sim, ter sucesso no Google Ads é possível; o problema é que o caminho está cheio de nuances, obstáculos e pequenos detalhes que podem determinar o futuro das suas estratégias de publicidade. Além disso, existem diversos outros tipos de campanha para além dos treze que mostramos ali em cima.

Contudo, é sempre bom lembrar que o Google Ads conta com alguns benefícios poderosos para empreendedores e e-commerces que estão tentando descobrir como anunciar para um público-alvo amplo e diversificado. É só dar uma olhada nas opções de segmentação, formato e exposição das campanhas.

Esperamos que este post de blog tenha ajudado você a compreender melhor quais são as possibilidades presentes na plataforma do Google Ads, o que você pode esperar de cada um dos treze tipos de campanha discutidos e, claro, de que forma essas estratégias podem ser integradas ao seu plano geral de marketing.

Lembre-se: o que importa é dar o primeiro passo na direção certa.

Alcance seus resultados. Saiba como!!!

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