23 abr Reveja a publicidade no seu site enquanto está em tempo

 Com o crescimento do mobile e o acesso à internet por diversos dispositivos, depender exclusivamente de pageviews, banners e links para ter retorno financeiro é algo ultrapassado. A informação está onipresente.

 A publicidade é essencial na vida das empresas, o que faz com que as corporações de mídia movimentem orçamentos gigantescos. As mídias tradicionais, como rádio, televisão, jornais e revistas dominavam esse mercado. Na década de 1990 observamos a chegada da internet e com ela uma mudança radical na forma de como a informação é consumida.

Em um primeiro momento chegaram os diretórios e os portais, depois os meios de busca, os vídeos, seguidos das redes sociais. Nos últimos dez anos olhamos os gráficos da quantidade de pessoas que entram na internet e hoje somos mais de dois bilhões, com taxas de crescimento exponenciais. Conforme estudos do eMarketer, os gastos publicitários na internet já ultrapassaram os jornais e revistas juntos e o próximo passo é ultrapassar a TV.

Tendo em vista esse crescimento, inúmeros negócios foram criados para aproveitar essa oportunidade e o aumento da audiência, que cresce a taxas de dois dígitos todos os anos. Porém, tivemos um fenômeno no último ano onde a quantidade de pageviews das principais propriedades de internet caíram ou tiveram um crescimento muito abaixo do esperado.

A tendência agora é que essa audiência comece a cair mais e mais e que todos esses modelos baseados em pageviews percam força, isto é, uma fortíssima disruptura nos modelos de negócios atuais e que estão por vir.

Por que isso ocorre? O acesso a internet está saindo do computador e os modelos de negócio que se estabeleceram devem mudar agora para não desaparecerem no futuro. Os usuários acessam o conteúdo por meio de múltiplos dispositivos com formatos diferentes e isso faz com que, mesmo com o crescimento da internet, a audiência dos sites caiam, as projeções financeiras comprometam-se e as despesas com servidores e TI aumentem. Eu chamo isso de Onipresença da Informação.

Vamos exemplificar, a rede social japonesa MIXI tinha 85% do seu tráfego oriundo de desktops ou notebooks em 2005 e 15% do seu tráfego vinha de dispositivos móveis. Em 2010 esse gráfico se inverteu e 85% do acesso provêm de dispositivos móveis. Imagina se todo o modelo de negócios fosse atrelado apenas a publicidade, venda de banners ou links? O sucesso teria destruído a empresa, pois sem fonte de receita no mobile, o seu faturamento poderia cair 85% em cinco anos.

Outro ponto importante é que o acesso a informação de um usuário comum pode variar. O conteúdo que era consumido via um computador, hoje pode ser consumido de várias formas diferentes como aplicativos mobile, para computadores, SmartTvs, tablets, kindles entre outros.

Por meio do conceito da Onipresença da Informação podemos ajudar a explicar situações o porquê da queda das ações do Facebook, isto é, se o fenômeno da Mixi ocorrer com o Facebook e 85% da sua audiência passar a acessar pelo mobile, os resultados serão comprometidos e se não existir um modelo de monetização no mobile a capacidade de crescimento da empresa ficará prejudicada.

Outro aspecto que podemos ressaltar é por que o Facebook pagaria um bilhão de dólares por uma empresa sem faturamento como o Instagram? Esse valor exemplifica o desespero de conquistar um mercado que não é o dos desktops e notebooks e sim o dos celulares, já que o aplicativo do Instagram crescia a taxas maiores do que as do Facebook.

Temos que estar atentos a essa mudança de mercado. Na Onipresença da Informação, uma decisão de tecnologia errada pode comprometer bilhões. Em recente palestra de Mark Zuckerberg, no Tech Crunch Disrupt, ele disse que um dos maiores erros do Facebook foi ter apostado no HTML5 para a produção do seu aplicativo, ele afirmou que se antecipou a uma tecnologia que não estava madura o suficiente.

Quando se trata da Onipresença da Informação é relevante destacarmos: deve-se tratar com diferentes variáveis e tecnologias para construir uma empresa ou um produto que atenda o seu público.

Se você estiver usando o computador, além dos sites na internet, você deve criar aplicativos para MAC e para o Window 8, eles permitirão que você use todo o poder de processamento do computador e o acesso a internet para trazer mais interatividade aos usuários.

Já os dispositivos móveis, têm acesso a internet, a localização do usuário, além de permitir o uso de tecnologias como acelerômetro, giroscópio, NFC entre outras. Tudo isso está à disposição para melhorar a experiência do seu conteúdo.

Outro dispositivo que não deve ser ignorado é a própria SmartTV, que permite que você crie aplicativos que rodam na TV, além de novos produtos que têm saído, como relógios Bluetooth, que acessam os dados do seu celular, entre outros.

Se não bastasse toda essa miríade de produtos, é importante pensar em como eles interagem entre si. Podemos ter aplicativos em smartphones e tablets que sirvam de suporte para assistir televisão tornando o programa mais interativo. Por exemplo, podemos assistir um seriado e ao mesmo tempo, no ipad termos informações adicionais sobre o capítulo, além de poder conversar e interagir com seus amigos durante o programa.

A Onipresença da Informação veio para ficar e devemos pensar em modelos de negócio que atendam essas necessidades. Muitos modelos atuais, baseados em pageviews, devem se reinventar e tudo isso deve ser feito em menos de dois anos, se não pode ser tarde demais. Eu posso afirmar que muitas empresas de internet de sucesso deixarão de existir em pouco tempo e esse fenômeno vai chegar mais rápido do que o mundo corporativo está acostumado.

 

Fonte:Webinsider

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18 abr Interações das 10 marcas mais engajadoras apresentam queda

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Manter o diálogo com os consumidores nas redes sociais continua sendo o grande desafio das companhias. Segundo dados do indexSocial, ferramenta que mede aperformance das marcas no Facebook, Twitter e YouTube, as 10 marcas mais engajadoras concentraram cerca de 70% de todas as interações com consumidores no mês de março. Embora o share de engajamento desse grupo mantenha-se constante em níveis percentuais, o número absoluto de interações vem caindo desde dezembro, mostrando que há uma diminuição na quantidade de interações.

Se por um lado as 10 líderes perdem interações, as redes sociais como um todo observam um ritmo constante de crescimento de audiência de 8% ao mês, o que significa um aumento de 45% nos últimos seis meses. Esses números foram impulsionados por 100 marcas que representam 80% da audiência.

O ranking de audiência permanece estável durante este começo de ano. Em março, apenas Itaú volta ao ranking dos 10 perfis com mais fãs, seguidores ou assinantes. A marca aparece em 10° lugar, enquanto Chocolate Bis sai da disputa. Completam a lista de maiores audiências Guaraná Antarctica (líder), seguida por Skol, Brahma Futebol, Hotel Urbano, L’Oréal, Claro Brasil, Lacta, Cerveja Bohemia e Trident Brasil.

Na avaliação de engajamento, que mostra a interação entre os consumidores e as marcas, os segmentos de bebidas e moda dominam a análise por três meses consecutivos. Arezzo, Use Huck, Lojas Renner e Melissa aparecem em março junto a outras 4 marcas de cerveja – Skol, Brahma, Stella Artois e Brahma Futebol, além de uma marca de outra categoria de bebida alcoólica, Jack Daniels. A Azul – Linhas Aéreas merece destaque por ser a única marca no Top 10 fora deste contexto, aparecendo pela primeira vez nesse ranking.

Algumas marcas presentes no ranking de engajamento também aparecem entre as 10 maiores em share de engajamento, que mostra o quanto cada uma representa diante do total de interações dos consumidores nas redes sociais. São elas: Brahma Futebol, Use Huck, Skol, Arezzo, Melissa e Stella Artois Brasil. Também estão no ranking Guaraná Antarctica, Hotel Urbano, Lacta e Dafiti. Vale citar que Use Huck e Dafiti são as marcas novatas nesta lista, ocupando o lugar de Cerveja Bohemia e Chiclets, que não apareceram entre as 10 maiores em share de engajamento em março.

O indexSocial também faz avaliações por categorias e, em março, vale ressaltar as movimentações do mercado financeiro e do setor de restaurantes. O McDonald’s, por exemplo, que ocupa a 17ª posição no ranking geral de audiência, é líder absoluto em março quando avaliado junto aos seus principais concorrentes Burger King e Habib’s.  Já entre os bancos, o Bradesco, que ocupa a 136ª posição em engajamento, conseguiu aliderança entre os players deste mercado no mês de março.

Mercado de Restaurantes – De acordo com dados do indexSocial, o segmento de restaurantes continua com a briga pela visibilidade nas redes sociais. Neste mercado estão grandes players como McDonald’s, Burguer King e Habib’s. Com maior investimento nos últimos quatro meses, a rede McDonald’s passou de última colocada para líder em audiência. A estratégia da companhia também resultou em maior engajamento, mas ainda não foi o suficiente para também alcançar a liderança nesse ranking de interações, que continua com Burger King.

Mercado Financeiro – Segundo dados do indexSocial, entre os cinco maiores players do mercado brasileiro – Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e a Caixa – dois se destacam pela constante disputa por audiência nas redes sociais: Bradesco e Itaú, este mantendo-se na liderança.

A estratégia em ganhar fãs não tem sido acompanhada, porém, por um esforço em manter as conversas ativas. De acordo com a ferramenta, Santander chegou a ser a líder em interações em dezembro, enquanto a líder de audiência, Itaú, vem caindo em participação. Já no mês de março, o Bradesco foi o banco com maior destaque, chegando a mais de 200 mil interações no mês.

Confira os gráficos

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Fonte:Adnews

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18 abr 27% do tempo online é gasto em redes sociais

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Segundo estudo feito nos Estados Unidos e divulgado pela Experian Marketing Services, empresa que ajuda a melhorar o ROI das organizações, em 2012, 16 minutos de cada hora online foram gastos em redes sociais. Isso corresponde a 27% de todo o tempo dos usuários gasto em computadores. 

Embora os números sejam altos, há uma queda referente a 2011, quando o tempo gasto em redes sociais era de 30%. A redução se deve à não inclusão dos números mobile, onde há uma grande parcela de usuários conectados. 
Redes sociais no Brasil 
No Brasil, os números são ainda maiores. Em janeiro de 2013, segundo dados do Net Insight, estudo do Ibope Media, os internautas brasileiros passaram, em média, 10 horas e 26 minutos navegando em redes sociais por mês. Trata-se de um crescimento de 13,5% em comparação ao mesmo período de 2012. A faixa etária mais ativa está entre 25 a 49 anos, que corresponde a 52,7% dos internautas.
Fonte:Adnews
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18 abr Infográfico: Os horários nobres do Facebook no Brasil

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O Scup, plataforma de monitoramento e gestão de mídias sociais, divulgou nesta quarta-feira, 17, um infográfico com os “horários nobres” do Facebook no Brasil. É o segundo levantamento do tipo feito pela plataforma.O estudo identificou os períodos de maior movimento na rede social usada por mais de 67 milhões de brasileiros. O levantamento, concebido a partir de uma amostra de quase 34 milhões de posts e comentários coletados pelos monitoramentos feitos com o Scup em 2012, revela que a qualquer hora do dia capturar a atenção dos usuários da rede social pode ser um grande desafio.

Segundo a análise, o volume e a distribuição de posts e comentários é semelhante entre segunda e sexta-feira, durante todo o dia. Entretanto, há uma pequena mudança aos sábados e domingos, quando os usuários brasileiros parecem tirar uma folga da rede social. Há neste período, segundo o Scup, uma excelente oportunidade para marcas e empresas conversarem com seu público, já que a disputa pela atenção é menor.
Conforme outros estudos já mostraram, entre 20h e 21h, o Facebook parece atingir um pico de uso. Mas como ressalta a empresa, isso não quer dizer que esse seja o melhor horário do dia para postar na rede social, já que a quantidade de oferta pode ser muito maior.
Antes do almoço, entre 11h e 12, o movimento cresce e pode ser uma boa hora para postagens mais descontraídas. É neste período que quem começou a trabalhar cedo utiliza a rede social como um elemento de descontração. As pessoas começam os preparativos para o almoço pelo Facebook, de acordo com a análise do Scup.
E mesmo que sua empresa funcione das 9h às 18h, saiba que o volume de postagens e comentários durante o horário comercial não muda muito após o expediente. Das 9h às 23h, os gráficos apresentam um comportamento quase uniforme. Isso pode ser explicado pelo crescente acesso a dispositivos móveis com conexão à internet. Ou seja, no período analisado, o movimento praticamente não para.
Confira:
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Fonte: Adnews
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10 abr Plataformas medem audiência das TVs nas redes sociais

 

Falar da tela da TV pela tela da web é entretenimento que hoje mobiliza pelo menos 40% do que é dito no Twitter

 

São Paulo – Reprisada pela enésima vez pelo SBT, a novela mexicana “A Usurpadora” foi o segundo folhetim mais comentado de março nas redes sociais, segundo dados da TV Square (tvsquare.com.br), espaço dedicado exclusivamente a opiniões e curiosidades de telespectadores na web.

Na última sexta-feira, a Band foi a terceira emissora de TV mais falada do dia no Twitter (13%), à frente da Record (8%), invertendo assim as posições que ambas ocupam no Ibope da TV convencional.

O cálculo é da Qualcanal (beta.qualcanal.tv), plataforma disposta a mensurar o potencial viral e virtual de um programa, informando as emissoras como seus programas repercutem na rede. TV Square e Qualcanal operam num mundo onde a web deixa de ser, para os tradicionais veículos de massa, apenas uma plateia segmentada.

Quando o fácil acesso à televisão, por aparelhos fixos ou móveis, já parecia ir isolando cada telespectador no seu quadrado, o Twitter e o Facebook trouxeram de volta o prazer de conversar com alguém sobre o programa que está no ar – com a vantagem de que a plateia virtual reúne dezenas, até centenas, de pessoas, muitas delas que nem se conhecem no plano real.

Quem diria, há alguns anos, que seria possível contestar uma cena da novela das 9 e ter, no minuto seguinte, uma explicação da própria autora do enredo, como ocorre com “Salve Jorge”, de Glória Perez?

Falar da tela da TV pela tela da web é entretenimento que hoje mobiliza pelo menos 40% do que é dito no Twitter. Pesquisa Ibope Nielsen indica que 43% de quem navega na web assiste à TV ao mesmo tempo. Dessas, 80% admitem trocar de canal por interferência da internet.

Um exemplo do que isso resulta para um programa está estampado na audiência do “CQC”, programa que mescla humor e informação nas noites de segunda-feira, na Band. Pelas contas do Ibope no Painel Nacional de TV (PNT), o “CQC” garantiu à Band, no dia 25 passado, 7,7% de sintonia (share) entre os televisores ligados no horário, entre o público de 18 a 34 anos das classes A, B e C.

 

No Twitter, o índice de comentários gerados pela turma de Marcelo Tas, só durante sua exibição, alcançou 36,71% de todo o falatório da rede de microblogs no Brasil.

É uma fatia porcentual quatro vezes maior do que a TV pode produzir – isso, claro, considerando que o bolo da TV ainda é bem maior que o do Twitter. Mas o cálculo, feito a partir da divisão do share do Twitter pelo share da TV, resulta em novo termômetro para mensurar a capacidade de alcance de um programa na TV: o Virtual Index (VI), obra da Qualcanal.

Com diálogo engatado com os principais canais de TV e pelo menos uma cliente de peso já assegurada – a Globo – a Qualcanal recebeu, há poucos dias, a bênção do Ibope para uma parceria que inaugura uma nova era na percepção do que interessa à audiência.

Em curto ou médio prazo, a tendência é agregar os valores virtuais à própria tabela comercial que estipula o valor de 30 segundos no intervalo. “Isso é o caminho natural”, afirma Anderson Fér, CEO da Qualcanal.

“O Ibope sempre trabalhou com sigilo absoluto de sua base, sempre foi primordial garantir que as pessoas da mostra não fossem identificadas, a fim de não sofrerem pressão para ver este ou aquele canal”, diz Flávio Ferrari, sócio da Qualcanal e ex-diretor do Ibope Media.

“Agora, estamos mostrando às emissoras o que falam dos programas, quem fala e onde encontrar essas pessoas – no caso, pelo Twitter”, afirma. “De repente, estamos começando a enfrentar um mundo que não aceita a rigidez: o contexto deixa de ser sócio demográfico e passa a ser situacional”, completa.

Embora tenha um site aberto ao público que indica quais programas e canais são mais comentados ao longo do dia, a Qualcanal reserva só às emissoras dados mais precisos sobre quem comenta o quê.

“Alguns (internautas) são muito influentes, têm um potencial maior de interferir no que os seus seguidores estão vendo”, conta André Terra, diretor de marketing da empresa, que passou seis meses mergulhado em tecnologia em pleno Vale do Silício, nos Estados Unidos.

 

Fonte: Exame

 

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10 abr Além do link building – o uso de links e conteúdos para atingir objetivos corporativos

Alguns argumentariam que 2012 mudou a indústria de SEO. Em abril, vimos o lançamento da Penguin e, pela primeira vez, punições agressivas em grande escala por táticas de link-building de baixa qualidade por parte do Google. Como indústria, precisávamos disso. Já havia passado da hora de táticas desse tipo e, para ser honesto, elas nunca deveriam ter funcionado.

Conheço muitos SEOs que aumentam muito o valor do negócio para o qual eles trabalham através de marketing online criativo de qualidade. É isso que devemos reconhecer ao invés de táticas de baixa qualidade e truques que foram rotulados por outras pessoas com “arte negra” (“black art”). Link building certamente se encaixa nesse quadro, porque é uma dessas áreas onde táticas de baixa qualidade funcionaram por muito tempo (algumas ainda funcionam) e estavam longe de serem criativas. A organização de 5 mil links de artigos e as 10mil submissões de diretórios que você fez dificilmente foram uma delas, na melhor da hipóteses.

Eu quero compartilhar alguns pensamentos sobre como podemos passar de um jogo de números de link building, para um marketing online genuíno, que cria além de aumentar a sua contagem de links.

Comece com por quê

No ano passado, li um livro de Simon Sinek chamado Start with Why. Se você nunca leu o livro, aqui está um vídeo que ele fez no Ted:

A mensagem básica é que empresas de sucesso sabem o porquê de existirem e utilizam isso como um guia para a tomada de decisões. Elas também focam no porquê de existirem ao fazerem seu marketing e se venderem aos consumidores. Em vez de fazerem os consumidores comprarem o o quê”, elas os fazem comprarem o “porquê”.

A razão pela qual mencionei isso nesse contexto de link building é porque eu acho que não fazemos essa pergunta o suficiente. A tentação que temos quando um cliente pede a nossa ajuda é de mergulhar fundo e começar a criar links o mais rápido que pudermos, mas por que estamos fazendo isso? São os links corretos? Eles farão diferença nos negócios? Um infográfico realmente ajudará a trazer mais clientes?

Em vez dessa abordagem, acredito que devemos ser um pouco mais espertos e muito mais estratégicos com as nossas recomendações. Sim, links ajudam na classificação, e infográficos (como um exemplo) ajudam a conseguir links. Mas seria isso o melhor que podemos fazer? Não poderíamos criar links que não apenas auxiliam nas classificações, mas que também levam clientes de verdade ao website?

Já há uma conversa no Google sobre reduzir a efetividade de links feitos a partir de infográficos e blogs de convidados. Não seria interessante não se preocupar com qualquer que seja a novidade que o Google trouxer depois?

Por que esse negócio existe?

Mesmo que um cliente venha até você para link building ou não, creio que esse deveria ser o ponto inicial para uma campanha de marketing online. Para trabalhar um cliente de longo prazo, você precisa realmente se aprofundar no negócio dele e entendê-lo o máximo possível. Eu não digo que você precisa tornar-se um “expert” nos produtos dele, mas ter uma compreensão aprofundada de como eles trabalham e do porquê de fazerem o que eles fazem, é algo muito importante.

Se você puder fazer isso, tornará o seu trabalho muito mais fácil nos seguintes pontos:

  • Entender o negócio deles e por que são diferentes
  • Saber como conseguir as coisas internamente ao entender o que é importante para a empresa
  • Definir uma estratégia que está alinhada com os objetivos da empresa
  • Poderá falar a mesma língua que eles e te respeitarão por isso – uma vez que você tem a confiança, é também bem mais difícil te demitirem 🙂

Há ainda um outro benefício sutil aqui – se você está se lançando para fazer com que os negócios do seu cliente vençam, você terá muito mais chance se tiver uma compreensão genuína dos negócios dele.

Por que eles precisam de SEO?

Há algumas respostas para esta pergunta, com as quais eu não ficaria contente e demandaria mais explicações:

  • Mais links
  • Mais tráfego
  • Mais conteúdo

Isso é tudo muito bom de ter, não me entenda mal. Mas, isoladamente, eles não ajudam muito. Se você ouvir essas respostas, precisa perguntar – por quê?

  • Por que você precisa de mais links?
  • Por que você precisa de mais tráfego?
  • Por que você precisa de mais conteúdo?

Isso te trará para mais perto das respostas que você quer ouvir. Ou pode refazê-las para alguma coisa como isto:

  • O que é importante para o seu negócio?
  • Como você faz dinheiro?
  • Como alcança seus lucros todo ano?

A resposta pela qual você está procurando é aquela que faz o negócio sobreviver, e ela estará alinhada com o porquê da companhia existir. Esse é o início que precisamos, pois, daqui em diante, todas as decisões que tomarmos levarão isso em conta. Por isso é importante começarmos com elas. Uma vez que tiver isso claro, você estará em uma posição muito melhor para começar a definir uma estratégia que entregará não apenas links, mas links que ajudarão o negócio a atingir os objetivos.

Não meça o sucesso por links feitos

Alguns talvez não concordem, mas é assim que eu me sinto em relação ao link building nesse momento: o produto desse projeto não são links; o produto é uma melhora naquilo que realmente importa ao cliente – faturamento.

Não sou a favor de trabalhar na base de building versus número de links por mês, com pouco ou nenhuma reflexão sobre o porquê. Porque você precisa de 50 links todo mês? Que tipo de links são? Se você conseguir todo mês, irá aumentar a receita do seu cliente?

Vamos olhar para um exemplo rápido. Você foi contratado pelo chefe de SEO de uma empresa de nível médio e concordou em entregar 50 links todo mês por um contrato de 3 meses. Ao final dos três meses, você construiu 150 links, portanto vai para mais uma reunião para discutir o projeto e declará-lo um sucesso.

Nessa reunião, está o CEO da empresa, que escuta você dizer que atingiu o seu objetivo. Eles perguntam qual a receita que você gerou como resultado desses links. O chefe de SEO não sabe, nem você. O CEO então pergunta como o seu trabalho ajudou a melhorar a imagem da marca da empresa deles. Você olha para a lista de 150 postagens de convidados em blogs sem nenhuma relação e fica quieto.

Vê o problema?

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Se quisermos ser levados mais a sério como uma indústria, precisamos ser capazes de entregar com segurança resultados que CEOs de grandes empresas irão perceber a relação e entender.

O CEO não se importa se o Open Site Explorer ou o Majestic SEO exibe uma melhora no seu perfil de backlink. Eles se importam com o pagamento do salário dos funcionários em dia; o pagamento do aluguel do escritório e em fazer lucro. Links sozinhos, sem nenhuma reflexão ou estratégia por trás deles, não irão fazer isso. Eles costumavam funcionar quando link building era uma commodity e algo menos arriscado, mas não podemos pensar mais assim.

Somos contratados para fazer mais receita para a empresa. Se podemos fazer isso ao construir 50 links por mês e conseguimos, isso é ótimo. Mas começamos com por que estamos fazendo o que estamos fazendo – não com “fazendo links” como a resposta padrão.

Nem sempre isso é tão objetivo quanto imaginávamos, e sei que não é simples chegar até esse ponto. Então aqui estão algumas maneiras de caminhar em direção a isso.

Foque nas métricas que importam para o cliente

Se seu cliente não faz receita diretamente de seu website, você precisa encontrar uma alternativa. Imagine que você está trabalhando em um site B2B que não vende online. Nesse caso, seu trabalho deve ser medido nos leads e nas buscas que levarão até a receita.

A linha divisória é que o seu produto precisa fazer a diferença para o negócio que você está trabalhando. Encontre a melhor métrica e então descubra como melhorá-la.

Exemplo real: eu costumava trabalhar com um cliente SaaS no Reino Unido que era B2B. Uma única venda do serviço deles poderia aumentar a receita em 100 mil libras ao ano, mas uma conversão levaria meses até se concluir. Eu poderia rastrear as buscas a partir de uma busca orgânica, mas eu necessariamente não saberia se eles se converteram em clientes. Então os convenci de ter uma reunião cara a cara com o gerente de marketing a cada mês, para ver se aqueles leads eram mesmo bons. Ela seria capaz de me dizer se estavam a caminho de conseguir clientes reais ou não. Essa comunicação me permitiu ver que estávamos criando um enorme valor ao negócio deles através das pesquisas.

Tente não vender projetos de curto prazo

Para ser capaz de focar nisso como uma métrica com a qual você é medido, você precisa chegar a um acordo sobre ter tempo suficiente para fazer as coisas acontecerem. Fazer apenas um link que funciona como uma isca que dura por quatro semanas provavelmente não vai ajudar, enquanto que assinar um contrato de pelo menos seis meses de atividade te dá muito mais chance de avançar além do ponto de partida.

O único ponto em que eu acho que um projeto de curto prazo pode funcionar é quando você está trabalhando em um problema muito específico, tal qual trabalhar na recuperação de uma punição ou treinar um time interno.

Escolha uma estratégia que ajude a melhorar as suas bases

É aqui que tudo se junta. Neste ponto, você talvez decida que, para melhorar a receita do seu cliente, você precisa ter uma boa estratégia de link building. Você escolhe então as táticas que se encaixam nessa estratégia.

É preciso ver a diferença clara entre essa abordagem e apenas dizer “Nós precisamos de links” depois de poucos minutos de conversa com o seu cliente.

Quando você escolhe as táticas de link building dessa forma, estamos escolhendo aquelas que irão nos ajudar a aumentar a receita do nosso cliente – não apenas aquelas que nos permitem apenas entregar 50 links por mês. Se formos levados somente pelo puro número de links, nossos padrões caem automaticamente e ficaremos felizes por conseguir qualquer tipo de link que nos permita atingir os objetivos que determinamos.

Exemplos de acertos

Deixe-me dar um exemplo concreto de uma abordagem mais inteligente: Turning Link Building into Audience Profiling by Richar Baxter. Isso, sim, é link building, mas é conduzido por uma estratégia engenhosa, o que significa que os links construídos significarão muito mais para a empresa para a qual eles apontam. Eles atingirão aquele ponto especial onde os potenciais clientes de um negócio se encontram e absorvem o conteúdo online.

E quanto a blogs convidados? Já houve muitas conversar sobre isso como uma tática, e pode ser uma boa tática. Mas é também muito fácil de escalonar, o que diminui naturalmente a qualidade do output. Em vez de escalonar blogs de convidados, que tal tentar isto? Esse foi um post em um blog convidado que resultou em mais vendas de um livro do que a cobertura de TV e jornal.

Infográficos que importam

Não, eles não estão mortos, mas irão se tornar menos efetivos se não forem de boa qualidade e valerem a pena ser compartilhados. Em vez de criar um gráfico comum de torre e visualizar coisas que nunca devem ser feitas a uma imagem, por que não criar algo relevante e útil aos seus cliente? Como isto:

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E quanto ao conteúdo de marketing para clientes?

Esse é o novo termo da moda no SEO, que na verdade já tem estado presente por anos e anos. Em vez de produzir um pedaço de conteúdo cujo objetivo é apenas conseguir links, que tal produzir um conteúdo que seja útil para seus consumidores reais? Eu tenho um grande exemplo do Swissotel; mérito dos rapazes do SEOgadget por me mostrarem esse aqui:

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E quanto ao conteúdo de marketing para mercados B2B?

Eu tenho dois grandes exemplos aqui, começando pela American Express, que trabalha com diversos pequenos negócios. Eles possuem um Fórum Aberto que publica conteúdo que pequenos negócios irão achar útil.

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Simply Business fez o mesmo com seus guias para donos de pequenas empresas:

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Ambas as empresas estão criando conteúdo que se encaixa no porquê elas existem – para prestar serviços a pequenas empresas. Isso é mais inteligente do que criar infográficos sobre um tema aleatório para ganhar apenas alguns links aquele mês.

O teste do CEO

Da próxima vez que você criar algum conteúdo, pergunte a si mesmo: “O que o CEO acharia disso?”

Pode ser uma boa forma de ter uma ideia do que você está fazendo, ter certeza de que está alinhado com os negócios e irá ajudá-lo a atingir os objetivos deles. O CEO ficaria orgulhoso de ver esse conteúdo no website deles? Eles ficariam orgulhosos de ver o site externo onde eles foram mencionados?

Conclusão

Sim, links são importantes – e muito. Isso não vai mudar de repente, e nossos clientes precisam deles mais do que nunca. Mas eu adoraria ver nossa indústria caminhar em frente e resistir ao teste do tempo, além de não perder tempo preocupada com atualizações do Google.

Isso não é fácil de conseguir – não estou 100% lá ainda. Tal coisa envolve uma grande chance de pensar por muitas pessoas. Mas acredito firmemente que se pudermos alterar a nossa forma de agir de maneira que nos tornemos focados nos objetivos de um negócio – em vez de puramente procurar por link – irá acontecer o seguinte:

  • Você conseguirá mais negócios, porque os clientes verão que você foca no que importa para eles
  • Você será forçado a usar táticas que realmente façam a diferença
  • Você será capaz de demonstrar que aumentou uma métrica chave para o negócio, não apenas número de links ou classificações, coisas para as quais a maior parte dos CEOs não dá a mínima.

Além de tudo, SEOs irão começar a ser levados a sério, uma vez que seremos medidos com a métrica certa para o negócio – não apenas rankings ou números de links que conseguimos conquistar.

Em relação a isso, acabei de lançar um ebook focado 100% em link building. Em 65 mil palavras, ele cobre todo o processo de link building (incluindo uma boa quantidade de informação sobre esse tema) e discute começar projetos com o “pé direito” para estabelecer os objetivos dos negócios logo cedo.

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Artigo traduzido pela Redação iMasters, com autorização do autor. Publicado originalmente em http://www.seomoz.org/blog/beyond-link-building-using-links-and-content-to-hit-business-goals


Fonte:Imasters

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