11 Maio É a hora de conquistar e fidelizar os clientes no seu ecommerce

O fluxo de visitantes em uma loja normalmente determina o volume de vendas da mesma, mas antes de tudo é preciso analisar a origem dos acessos e qual a eficiência em conversões de cada canal. E dentro das possibilidades, muitas vezes achamos que o tráfego orgânico vindo do Google pode carregar um e-commerce nas costas, mas sempre nos esquecemos que para gerar tal tráfego antes de tudo um trabalho meticuloso e de longo prazo de SEO (search engine optimization) deve ser feito a um custo alto e sem garantias de retorno, deixando de lado todo o potencial de Marketplaces e Redes Sociais por exemplo.

Claro que o SEO é um item obrigatório, mas os resultados imediatos e com um ROI (return on investment) mais garantido podem ser atingidos com o uso de links patrocinados, o impulsionamento em redes sociais e a inserção em Plataformas segmentadas de produtos. Nesse último caso, os canais verticais são desejados por quem tem um e-commerce porque são sinônimos de consumidores ativos (leads), mas para conquistá-los uma boa estratégia deve ser montada antes de entrar em ação, maximizando o ROI em tais Plataformas e em ações paralelas.

E seja no segmento de eletrônicos, brinquedos, materiais esportivos, moda ou outro equivalente, uma reaproximação com um potencial consumidor pode ser muito interessante principalmente nas primeiras horas após a saída de um lead sem fechar uma compra, pois o processo de tomada de decisão ainda pode estar ativo. E mesmo depois desse momento, algum relacionamento ainda pode trazê-lo de volta para uma compra futura (e que teve um custo muitas vezes alto para adquiri-lo).

O ponto de partida
Tudo começa na escolha dos sites parceiros que gerarão tráfego para a loja virtual, e nesse ponto uma pesquisa prévia dos candidatos e o estudo do público-alvo que receberá é importante para justificar o valor investido. “Parâmetros como o custo de aquisição, o ticket médio e a taxa de conversão para cada parceiro pode ser mais ou menos estimado, mas a prova de fogo sempre será o resultado medido, e quem não controlar isso repetirá os maus investimentos”, comentou Leonardo Alonso da plataforma de busca de produtos de moda Lounge A.

Medindo a performance
Alguns dias após a ativação de uma campanha, uma checagem do ROI se faz necessária para a manutenção do que está sendo feito ou para a realização de mudanças. Para isso, o uso de ferramentas (como o Google Analytics por exemplo) é essencial pois através delas pode-se ver a conversão de cada Plataforma, cancelando uma campanha que não virou no Instagram para intensificar outra que vem dando certo em um buscador por exemplo.

Fidelizando o consumidores
Por trás de todo o processo de aquisição, o acompanhamento é vital para que o remarketing seja feito nos clientes com maior potencial de compra, e isso se dá através da medição da performance para cada investimento. A lógica por trás do processo é entender que existiu um custo de aquisição de um volume de consumidores com somente 1% ou 2% convertendo imediatamente e com 98% deixando a loja virtual no meio do processo. E não voltar a falar com esses 98% que não fecharam uma compra não parece algo inteligente – além de deixar todo o investimento para sua aquisição ir embora permanentemente.

E quanto maior o detalhamento do comportamento do consumidor, melhor será o investimento para recuperá-lo. Uma campanha segmentada para alguém que ficou cinco minutos navegando pelo e-commerce e abandonou um produto no carrinho de compras merece uma atenção maior que outro que chegou pela mesma Plataforma e saiu imediatamente sem fazer nada.

“O remarketing no ramo de moda é essencial, pois mesmo se a venda de uma camiseta for perdida hoje, poderá vender uma calça jeans do mesmo estilo que a camiseta para a mesma pessoa na semana que vem, tirando proveito da alta rotatividade de peças que naturalmente existe. E se o consumidor teve um custo para passar pelo e-commerce, certamente um retrabalho deve ser feito nele.”, completou Leonardo, que afirmou que teve bons resultados em remarketing no Lounge A para usuários buscando por roupas, calçados e acessórios de moda.

O uso do Adwords e similares requer muita prática para o aprofundamento e o aumento da complexidade das campanhas, mas mesmo de uma forma superficial já é possível ao menos escolher a ativação somente para quem veio de Plataformas específicas. Mas para quem não tem tempo a perder, talvez a contratação de uma agência de Marketing Digital possa fazer a diferença.

E no final das contas a análise da conversão de um canal primário é somente a primeira etapa até a venda, tendo o ROI servindo como um seletor para ações futuras e com tais passos iniciais também populando a base de usuários para o remarketing. Mesmo que o processo não se conclua, ao menos a marca se tornou conhecida para os clientes, podendo influenciar vendas futuras.

Mas o mais importante e que dá sentido a tudo ficou para o final: a qualidade, a competitividade e a comunicação são as peças fundamentais para que as estratégias sejam desenvolvidas, não valendo nada se essa base não estiver sólida. Por isso o trabalho contínuo e a análise constante dos resultados é essencial para que toda campanha tenha chances de sucesso a longo prazo.

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29 abr Google Shopping será liberado gratuitamente no Brasil até o fim do ano

Agora será gratuito vender pelo Google. Como forma de auxiliar o varejo a enfrentar a crise decorrente da pandemia do novo coronavírus, Google irá disponibilizar gratuitamente sua plataforma Shopping até o fim do ano. Hoje, para uma loja estar nessa aba, a gigante dos mecanismos de pesquisa cobra por cada produto listado.

O Google permitirá que lojas possam anunciar seus produtos gratuitamente na aba ‘Shopping’ do buscador. A medida foi anunciada nesta terça-feira (21) como forma de auxiliar os comerciantes ao redor do mundo a enfrentarem a crise imposta pela pandemia do novo coronavírus.

“Ao passo que consumidores compram online cada vez mais, eles estão procurando não somente pelos item essenciais, como também por brinquedos, roupas e artigos para o lar,” declara o Presidente Comercial do Google, Bill Ready. “Enquanto isso representa uma oportunidade para negócios que estão passando por dificuldades, se reconectarem com consumidores, muitos não podem pagar por atender essa demanda escalonada”.

Segundo o Google, com os estabelecimentos fechados para conter a pandemia da Covid-19, as vendas online se tornaram uma questão de sobrevivência para os comerciantes: “Para os lojistas, esta mudança significa exposição a milhões de pessoas que vêm ao Google todo dia para comprar. Para os compradores, isso significa mais lojas para se descobrir pela aba Google Shopping”.

Atualmente, para uma loja ter seus produtos na aba, o interessado tem que pagar uma taxa para fazer sua divulgação. A empresa informou a mudança chegará ao site americano da plataforma até o final desse mês de abril. Ao nível mundial, o Google declara que a gratuidade dos anúncios estará implementada integralmente antes do fim deste ano.

No Brasil, hoje, diversas grandes lojas já usam o Google Shopping. Dentre as principais, estão a KaBuM! , Ponto Frio , Extra , Casas Bahia e muitas outras.

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29 abr E-commerce cresce e compras em lojas físicas caem, comprova estudo

O aumento das compras online (de 19% para 34%) foi um dos destaques do estudo lançado recentemente pela Kantar. Ao mesmo tempo, cresceu também a porcentagem de pessoas que deixaram de comprar em lojas físicas (de 32% para 46%).

A chamada “segunda onda de entrevistas” do Barômetro COVID-19, realizado pela Kantar, mostra o que os brasileiros esperam das marcas e faz comparação com a pesquisa realizada na semana anterior.

Os clientes querem que as empresas tenham um impacto social maior. Além disso, 28% dos brasileiros querem que as marcas sejam práticas e realistas e ajudem os consumidores no dia a dia (na semana anterior, esse número era de 21%). As pessoas que querem que as marcas sirvam de exemplo e sejam guias para a mudança somaram 25% nas duas pesquisas.

A pesquisa foi realizada online com 500 brasileiros com 18 anos ou mais entre os dias 13 e 16 de março (primeira onda) e 27 e 31 de março (segunda onda) de 2020.

Mais compras online, menos nas lojas físicas

O levantamento mostra que alguns hábitos do consumidor estão sendo acelerados por causa da pandemia e das medidas de isolamento. É o caso de uma presença maior no online e do consumo maior de podcasts, e uso de shopvertising e do e-commerce.

Na divulgação mais recente do Barômetro COVID-19, por exemplo, já é possível confirmar o crescimento das compras online no período de crise: o número de pessoas que aumentaram compras online subiu de 19% para 34%. Enquanto isso, o de pessoas que diminuíram compras em lojas físicas subiu de 32% para 46%.

O mesmo estudo mostra que 72% dos consumidores compram online para economizar tempo e 71% acreditam que o e-commerce é mais conveniente do que ir em lojas físicas. Muitos brasileiros usaram o período de pandemia para fazer suas primeiras compras online:

  • 17% alimentos e bebidas
  • 15% remédios sem prescrição médica
  • 12% cosméticos e produtos de cuidado pessoal
  • 12% serviços
  • 8% roupas e acessórios
  • 7% eletrônicos
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29 abr 6 táticas de marketing digital adotadas por e-commerce milionários

As táticas de marketing para e-commerce disponíveis no mercado são muitas. Por isso, reunimos as 6 principais para você adotar o quanto antes!

O mercado de e-commerce cresce ano após ano no Brasil. Em 2019, os números foram novamente positivos, mostrando que o segmento é benéfico para empresas dispostas a vender mais, reter clientes ou melhorar sua presença digital.

No texto de hoje, vamos dividir algumas táticas de marketing para e-commerce, contribuindo para melhores resultados na sua loja virtual.

Quer saber o que os líderes de mercado fazem para atrair mais e mais vendas? Siga a leitura para encontrar 6 dicas que ajudam no desafio das vendas online.

O MERCADO E-COMMERCE EM NÚMEROS

O e-commerce brasileiro registrou crescimento logo no primeiro semestre de 2019. Segundo pesquisa da Ebit/Nielsen, o salto foi de 12% em vendas no período, atingindo faturamento de R$ 26,4 bilhões.

O volume de pedidos também cresceu 20%, o que representa R$ 65,2 milhões. Segundo a pesquisa, esse aumento acontece porque os consumidores que já compravam online aumentaram a frequência e novos consumidores também migraram para a internet. Dentre os participantes da pesquisa, 18,1% fizeram sua primeira compra online em 2019 – um total de 5,3 milhões de pessoas!

Entre as lojas preferidas do consumidor brasileiro, estão conhecidas empresas de varejo. É o que mostra o ranking organizado pelo portal E-Commerce Brasil e da Netrica, empresa que analisa dados de e-commerce:

1. Mercado Livre;
2. Americanas;
3. AliExpress;
4. Magazine Luiza;
5. Amazon.

São empresas que usam muito bem as táticas de marketing para e-commerce e veem seu faturamento subir no segmento. Quer obter resultados significativos no seu e-commerce também? Então, avance para as dicas!

6 TÁTICAS DE MARKETING PARA E-COMMERCE

1) Marketing de Conteúdo
A primeira tática que deve ser usada no e-commerce é o marketing de conteúdo, ideal para construir a autoridade das marcas e aumentar a confiança dos consumidores.

O Marketing de Conteúdo consiste basicamente na produção de conteúdo de qualidade relacionado aos produtos da loja. Com isso, é possível mostrar seu domínio no assunto e criar credibilidade.

Outro benefício é engajar e aumentar a rede de clientes e potenciais clientes, pois além de falar dos produtos, você compartilha informações relevantes para o seu público-alvo.

Você pode usar o marketing de conteúdo criando artigos para blogs, vídeos, infográficos e e-books. Essa tática funciona muito melhor atrelada às boas práticas de SEO – das quais falaremos a seguir.

2) SEO
As táticas de SEO (Search Engine Optimization) têm um objetivo: melhorar seus resultados nos mecanismos de busca – como o Google, por exemplo – de forma orgânica, ou seja, gratuita.

É uma estratégia de médio e longo prazo: o website de buscas, primeiramente, precisa encontrar (indexar) o site, depois avaliar a relevância da sua loja no setor e, por fim, definir a posição dela em relação às outras lojas nas páginas de resultados.

No geral, essa estratégia começa a trazer retorno a partir do terceiro mês. Entre os benefícios, além de receber visitas gratuitas, esses visitantes estão mais próximos do momento da compra.

É muito importante ter um blog para sua loja virtual. Assim você pode impactar a audiência em diversos momentos, agregar valor à marca e impulsionar as vendas. Quanto mais conteúdo, mais autoridade!

3) Redes Sociais
O consumidor dedica muito tempo às redes sociais e, consequentemente, as empresas estão cada vez mais presentes nas mais populares.

Seja no Instagram, Facebook, Youtube e até mesmo outras, é possível aproveitar a visibilidade para se aproximar e engajar potenciais clientes.

As redes sociais podem ser ótimas para suas táticas de marketing para e-commerce porque evidenciam seus produtos para quem procura por eles, o que aumenta as possibilidades de venda. Além disso, a interação com o público-alvo nas redes sociais é determinante na construção de uma boa reputação para a sua marca

Outro benefício é a possibilidade de usá-las para acompanhar a atração de usuários das mídias sociais para o site, entender quais assuntos mais atraem visitas, etc.

4) Retargeting
O retargeting ou remarketing é uma das principais táticas das maiores lojas virtuais do mundo, ajudando-as a alcançar os usuários que visitaram o site e acabaram não concluindo nenhuma compra.

Isso acontece com muitos dos clientes que estão em um site pela primeira vez. Eles até incluem alguns produtos no carrinho de compras, mas abandonam a navegação.

O retargeting permite que a empresa “se comunique” novamente com esses potenciais clientes por meio de banners e anúncios online. Tudo de acordo com o perfil de navegação do usuário.

Alguém que pesquisou sobre livros, por exemplo, encontrou o site, chegou a clicar em um produto, mas não fechou a compra, pode ver anúncios desse mesmo livro em outros websites depois. Esse é o trabalho do retargeting.

5) Google Adwords
Esse é o método mais fácil para chamar atenção no Google. O que você vai fazer, na verdade, é comprar sua visibilidade. O Google AdWords consiste em anúncios que aparecem no topo das pesquisas do Google.

É uma excelente forma de aumentar as vendas no e-commerce, não importa o tamanho da loja. Mas uma dica importante: lembre-se de caprichar em outras técnicas, em especial SEO, para melhorar os resultados.

Essa é uma das táticas de marketing para e-commerce mais conhecidas porque tem alcance grande e rápido, gerando tráfego e resultados no curto prazo.

6) E-Mail Marketing
A última das táticas de marketing para e-commerce é o e-mail marketing, uma estratégia também consolidada entre as empresas que usam a internet para vender.

Uma questão, no entanto, é muito importante: É importante ir construindo sua base no dia a dia da empresa e não cair na armadilha de comprar listas de e-mails. Para isso, é preciso colher os contatos dos usuários de alguma forma. Entre os métodos mais comuns está a utilização de pop-ups, janelas que surgem na tela quando o usuário está navegando na sua loja virtual.

Use essa ferramenta com sabedoria e criatividade, de um jeito que o cliente tenha interesse em deixar seu contato. Ofereça algo realmente interessante, como um cupom de desconto para a primeira compra, e jamais deixe a impressão de que a pop-up atrapalha a navegação.

Um bom e-mail marketing deve ser personalizado, design atrativo e que valorize o conteúdo e cuidado com a periodicidade. O ideal é criar uma identidade visual e um calendário para não fazer envios aleatórios.

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29 abr Vendas online são arma de empresas de e-commerce contra a crise

Empresas com forte atuação no e-commerce resistem à crise graças ao salto nas vendas online, Assim, grandes varejistas são impulsionados na Bolsa e conseguem enfrentar a queda no mercado financeiro, informou a Folha de São Paulo.

Um exemplo é a Amazon. Nesta semana, segundo a Folha, a gigante americana do e-commerce, atingiu valor de mercado recorde. Com a pandemia de coronavírus e consequentemente, a paralisação das atividades econômicas. as principais Bolsas globais tiveram uma grande desvalorização, em março.

Inicialmente, as empresas de saúde e biotecnologia foram as primeiras a escapar do movimento. Mas o e-commerce também foi resistente.

Pesquisas apontam que vendas online saltaram durante a quarentena, especialmente as de itens essenciais, como alimentos, remédios e produtos de higiene. Mas paralelo a isso, eletrônicos,videogames, roupas e maquiagem também têm sido mais procurados nas plataforma.

O Magazine Luiza foi um exemplo no Brasil, informou a Folha. Em 2019, 48% da receita da companhia veio das vendas online, a grande aposta da varejista. A empresa tem um caixa robusto para atravessar a crise. Isso reflete na na baixa queda de vendas, com das ações 6,5%, enquanto o Ibovespa desaba 31,7%.

No mercado global, a Amazon atingiu valor de mercado recorde, a US$ 1,2 trilhões. A empresa viu a demanda nos Estados Unidos explodir. Levando-a a aumentar em mais de 20% em seu quadro de empregados em apenas um trimestre.

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29 abr Carrefour Brasil vê e-commerce triplicar após coronavírus, mas custo operacional cresce

O Carrefour Brasil viu seu comércio eletrônico mais que triplicar no último mês como resultado das medidas de isolamento social para conter o novo coronavírus, afirmou à Reuters o diretor presidente da varejista, mesmo com crescentes desafios operacionais em meio à pandemia.

Em apenas 15 dias a subsidiária do grupo francês Carrefour tomou 240 decisões para responder ao crescimento da demanda nas lojas físicas e online no Brasil, incluindo novas medidas sanitárias para proteger empregados e clientes, além de contratações e congelamento de preços.

“Antecipamos algumas ações porque já tínhamos experiência com essa epidemia na Europa, onde começou algumas semanas antes, e agora já estamos até compartilhando iniciativas do Brasil com a França”, disse o diretor presidente Noël Prioux em entrevista na sexta-feira.

Com cerca de 3 mil funcionários afastados das funções por pertencerem ao grupo de risco ou apresentarem sintomas de Covid-19, o Carrefour Brasil abriu 4 mil vagas temporárias e planeja contratação de mais 1 mil nos próximos dias, contou o executivo. O grupo conta com cerca de 86 mil trabalhadores no país.

Além de medir a temperatura de todos os seus colaboradores diariamente, a empresa há cerca de 15 dias testou o mesmo com clientes nas lojas físicas. A iniciativa, segundo Prioux, foi bem recebida e agora está sendo adotada em todas as 692 unidades de diferentes formatos.

“Ter febre não quer dizer que a pessoa tem coronavírus, mas temos que proteger todo mundo, então temos um time que pode fazer a compra para pessoa ou damos máscara e luva para ela mesma fazer”, explicou. “Agora algumas cidades da França como Nice, por exemplo, adotaram a mesma prática”, acrescentou o diretor presidente.

O Brasil registrava 22.169 casos confirmados de coronavírus, com 1.223 mortes, até 12 de abril, mostraram dados do Ministério da Saúde.

Maior varejista alimentar do país, o Carrefour Brasil também intensificou as negociações com fornecedores para evitar escassez de mercadorias e aumento nos preços de 200 produtos de marca própria até 3 de junho.

“Infelizmente alguns produtores subiram os preços e não podemos aceitar… Estamos aportando volumes e, em troca, nossos fornecedores mantêm os preços”, disse Prioux, destacando oscilações mais bruscas nos preços de feijão, leite, legumes, verduras e frutas.

No segmento de atacarejo, no qual a varejista opera sob a marca Atacadão, ele observou uma “redistribuição de vendas”, com a demanda maior de pequenos mercados, padarias e outros negócios que se encaixam na categoria de serviços essenciais compensando o fechamento de bares e restaurantes por decretos municipais e estaduais.

Enquanto em supermercados, hipermercados e lojas de proximidade clientes passaram a comprar volumes maiores para sair menos de casa, a frequência de compras aumentou significativamente no comércio eletrônico, destacou o executivo.

“Mais que triplicamos as vendas (online) no último mês… Vemos aceleração principalmente em São Paulo e repetição de compras também, mas não sabemos se vai continuar assim no futuro”, afirmou.

O Carrefour Brasil registrou crescimento de 40% no total de vendas online no quarto trimestre, de acordo com o balanço mais recente, com salto de 405% no ecommerce alimentar.

Juntas, alertou Prioux, todas as medidas relacionadas ao Covid-19 devem elevar as despesas operacionais, o que por sua vez pode compensar o recente aumento das vendas e limitar as margens.

“Vendemos volumes maiores, mas reinvestimos em custos adicionais… A visão que temos hoje é de que (a margem) não vai mudar e será mais ou menos como antes da crise”, disse Prioux, minimizando ainda o impacto do auxílio de 600 reais concedido pelo governo federal a trabalhadores informais.

As ações do Carrefour Brasil exibiam queda de 0,15% no início dos negócios desta segunda-feira, enquanto o Ibovespa recuava 0,4%. Os papéis da companhia encerraram março praticamente estáveis, enquanto o Ibovespa despencou cerca de 30% no mês.

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