11 mar Marketing digital – investimento necessário para as empresas

 

Marketing Digital: esta é a nova onda no segmento de comunicação no Brasil que tem gerado empregos com altos salários, em virtude da falta de profissionais capacitados para esta função. As redes sociais como o Facebook, LinkedIn, Youtube e, principalmente o Twitter, são hoje ferramentas estratégicas para pequenas, médias e grandes empresas aumentarem ainda mais seu lucro.

Além disso, aparecer com destaque no Google, maior site de busca do mundo, também é o desafio das empresas que a cada dia têm investido pesado em SEO (Search Engine Optimization) e SEM (Search Engine Marketing), links patrocinados, sites otimizados, entre outras ferramentas que agregam valor à comunicação como uma importante arma para se diferenciar neste mercado cada vez mais competitivo no mundo globalizado.

Entretanto, muitas empresas têm investido de forma equivocada neste mercado digital. Não basta apenas otimizar seu site com uma linguagem que “agrade” ao Google, que é muito mais inteligente do que pensamos, e investir milhares de reais em links patrocinados. A expressão de ordem neste quesito para se obter sucesso é “conteúdo relevante”.

Quanto mais informação relevante tiver no site da sua empresa e nas suas redes sociais, mais chance ela terá de aparecer na primeira página do Google, sem necessariamente investir em link patrocinado, ou seja, prender a atenção do seu potencial cliente no seu site por o máximo de tempo possível.

Neste sentido, o Google também vem revolucionando o papel do jornalista, mais especificamente, do assessor de imprensa, que é uma peça chave neste quebra-cabeça tecnológico, principalmente quando o assunto é conteúdo. Hoje há no mercado diversos cursos de SEO voltados para este profissional.

As empresas de assessoria de imprensa mais do que divulgar e garantir que seus clientes estejam na mídia de forma espontânea, precisam ter alguns cuidados na hora de elaborar o material divulgacional (seja para a imprensa ou para as redes sociais da empresa), como usar palavras-chaves no título, no texto, utilizar links, créditos, entre outros, que tragam ainda mais visibilidade para seu cliente na internet.

É preciso que o assessor de imprensa pense da seguinte maneira: se eu fosse procurar pelo serviço/produto que meu cliente oferece como eu realizaria a busca na Internet?

Entretanto, esta é uma realidade ainda distante das assessorias de imprensa e uma das principais dificuldades para os profissionais da área. É preciso pesquisar as palavras-chaves mais usadas, antes de escrever um texto e publicá-lo de acordo com os desejos do Google.

Este é um serviço diferencial que agrega valor ao trabalho do assessor de imprensa, afinal gera mais visibilidade para o cliente. Além disso, para quem contrata uma empresa de assessoria de imprensa é fundamental verificar se o site da mesma é atualizado constantemente, com o material divulgado dos clientes, as matérias publicadas e toda e qualquer informação que agregue conteúdo.

Sendo assim, quer investir em Marketing Digital? Então, lembre-se no processo como um todo, otimização, palavras-chaves filtradas, assessoria de imprensa especializada e muito conteúdo, assim o sucesso é garantido. Faça do Marketing Digital o seu cartão de visita, afinal nem todos os seus potenciais clientes sabem que sua empresa existe e a Internet é o ponto chave da lucratividade.

Créditos:Simone Arrifano

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11 mar Google terá opção para bloqueio de sites em seu mecanismo de busca

Recurso permitirá que usuários impeçam que determinados sites apareçam nos resultados; objetivo é evitar técnicas de black hat SEO.

A Google anunciou nesta quinta (10) a implantação de um sistema em seu mecanismo de busca que permitirá ao usuário bloquear o aparecimento de determinados sites nos resultados da pesquisa.

O funcionamento é simples. Ao clicar em um site e retornar à página de resultados (provavelmente por não ter ficado satisfeito com o que foi exibido), o usuário irá ver uma nova opção: impedir que aquele site apareça em buscas futuras.

Essa configuração é salva automaticamente na conta Google do usuário, logo, só funciona se ele estiver logado.

De qualquer forma, o mecanismo avisará que os resultados não estão completos por conta dos bloqueios, juntamente com uma opção para mostrar o conteúdo completo. Também será possível gerenciar essa “lista negra” nas opções do Google.

Leia mais: Black Hat SEO: Mentir para o Google traz sérias consequências

O sistema de bloqueio irá ao ar nos próximos dias. Inicialmente, irá funcionar somente em inglês e para usuários do Chrome 9 ou superior, Internet Explorer 8 ou superior, e Firefox 3.5 ou superior.

A empresa havia anunciado uma extensão para o Chrome que faz basicamente a mesma coisa, exceto pelo fato de funcionar acoplada ao navegador, em vez de ser baseada na nuvem.

A Google tem sido alvo de críticas recentemente porque seu mecanismo de busca está sendo contornado por spammers, que usam técnicas conhecidas como black hat SEO (otimização de buscas fraudulenta) para que sites com pouca relevância apareçam nas primeiras posições ou pelo menos na primeira página dos resultados.

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28 fev O e-commerce entre o oceano azul e o vermelho

Segundo o livro, há o oceano vermelho, que representa o conhecido e previsível, e o azul, o que não existe ainda. É incentivar demandas, encontrar nichos e criar valores.

 

Diante do crescimento da internet e da evolução do comércio eletrônico, o Brasil vem presenciando diariamente o surgimento de novas lojas virtuais e modelos de negócios online. Este crescimento acelerado, em partes, banaliza o mercado e coloca todos num barco só. Poucos serão capazes de sobreviver neste mercado altamente competitivo.

O comércio eletrônico que conseguir criar bons diferenciais competitivos para seus negócios alcançará em médio prazo uma posição saudável no mercado frente à concorrência. O fato é que descontos e brindes não mais fidelizam os e-consumidores e esta relação está intimamente ligada ao comportamento do novo consumidor, não só pelo social commerce, mas por todo o processo realizado até a entrega do produto ou serviço.

Se fosse abrir uma loja virtual hoje, como você responderia a estas questões:

  • Qual será o meu negócio?
  • Qual mercado quero atingir?
  • Existe demanda para o meu produto ou serviço?
  • Quem são os meus concorrentes?
  • Quem é o meu público alvo?

Mas antes de responder a estas questões, o mais importante seria refletir e responder a pergunta abaixo:

Trabalhar o diferencial

O que vou entregar para o meu cliente?

A identificação e avaliação dos concorrentes (Swot) é fator obrigatório, pois é neste cenário que ficará claro o caminho a percorrer. Quanto mais tentar seguir seu concorrente, mais acirrada será a briga e a percepção da marca pode ser distorcida dos seus objetivos iniciais. E como garantir a sobrevivência diante da alta concorrência?

A concorrência faz parte do ambiente de marketing = microambiente. Na teoria, uma empresa deve oferecer mais valor para os seus clientes do que seus concorrentes.

Já não basta criar uma super campanha de links patrocinados no Google – que hoje está ao alcance de qualquer um – ou uma massiva presença online em grandes portais – o que é para poucos, pois manter presença em portais de massa exige alto investimento para garantir uma exposição “rentável”.

O ideal seria oferecer diferenciais que saiam do comum e caminhar em busca do tão sonhado branding digital – mas branding sob a percepção do consumidor e não dos profissionais de marketing.

O livro “A estratégia do Oceano Azul” traz na capa o subtítulo “Como criar novos mercados e tornar a concorrência irrelavante”. A inovação não é uma tarefa fácil; além da criatividade, exige muita percepção e know how de mercado.

A estratégia utilizada pelas empresas é a mesma e a concentração dos esforços está em espionar os concorrentes – ações e preços – principalmente para o varejo, e acompanhar as tendências do mercado. Diante deste ciclo “previsível”, origina-se o oceano vermelho – briga de foices.

Segundo os autores Kim e Mauborgne, existem dois tipos de oceanos no mercado: oceanos vermelhos e azuis. “Os oceanos vermelhos representam o espaço de mercado existente e conhecido. Já os oceanos azuis abrangem todos os setores não existentes, é o espaço de mercado desconhecido…” Eureka!

O desconhecido assusta, não é fácil encará-lo e explorá-lo. A arte está em incentivar demandas, encontrar nichos e criar valores. Sempre existirá um mar azul a ser explorado, basta não mergulhar de cabeça na sangria dos concorrentes.
Créditos:Renata Reis
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28 fev Cliques do Adwords versus visitas do Analytics

Por que o número de cliques no Adwords quase nunca bate com as visitas no Analytics? Geralmente a diferença é grande demais. Entenda os motivos.

Este é um tema básico, porém muito relevante. Os clientes ficam em dúvida e sempre perguntam, com toda razão. Como não ficar confuso com as diferenças entre números de cliques no Adwords e de visitas no Analytics?

Ao comparar os dados recolhidos pelo Adwords com os do Google Analytics, na maioria das vezes chegamos a uma diferença que nos causa má impressão pela inexatidão dos dados. Então quais são as possíveis razões desta incoerência?

Cliques versus visitas

Antes de entrar em explicações mais detalhadas sobre essas discrepâncias, precisamos definir o que são cliques do Adwords e visitas no Analytics.

Clique (Adwords): corresponde a um clique em um anúncio de uma campanha Adwords. Cada clique será contabilizado e faturado pelo Google.

Visita (Analytics): período de interação entre um navegador e um site. Fechar o navegador ou ficar inativo durante mais de 30 minutos finaliza a visita.

Pensamos espontaneamente que um clique deveria se tornar uma visita e que os dois números deveriam ser iguais. Porém, geralmente, como pode ser visto no exemplo abaixo, visitas são inferiores a cliques.

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Por que isso acontece? Há várias explicações possíveis.

Razões para o aumento de cliques

  • O usuário pode clicar várias vezes no mesmo anúncio, ou em outro, contabilizando vários cliques. O Analytics contabiliza uma visita apenas, porque o visitante ficou entrando e saindo durante os 30 minutos (X cliques, 1 visita). Este é um comportamento típico de visitantes que fazem comparação de preços.
  • Alguns visitantes clicam no anúncio, mas saem antes da página carregar completamente (1 clique, 0 visitas). Isso pode ser feito usando o botão “Parar” ou “Voltar” do navegador. A sua página de destino pode estar pouco atrativa para o segmento de mercado que você pretende alcançar – pessoas que pensaram por um momento que pudessem se interessar saem logo que vêem algo não esperado. É preciso verificar sua taxa de rejeição.
  • O fato da página demorar muito para carregar pode fazer que o visitante clique no botão Refresh antes do carregamento final após o clique (1 clique, 0 visitas). Uma visita acabará sendo contabilizada, porém não será interligada ao Adwords.
  • Existem padrões de fraude do clique, onde você receberá os dados analíticos que houve tráfego de “pessoas” que viram sua página, mas na realidade alguém, ou um robô programado para tal, está comendo o seu orçamento de clientes, (concorrente ou proprietário do site) clicando constantemente em seus anúncios (X cliques, 1 visita).
  • A página de destino (landing page) pode não estar tagueada corretamente com o Analytics (X cliques, 0 visitas).
  • Se o usuário desativou o Javascript ou os cookies do navegador, não será registrado no Analytics. Contudo o Adwords contabilizará um clique (X cliques, 0 visitas).
  • Você tem redirecionamentos fraudulentos onde o visitante chega na página sem realmente querer estar lá (1 clique, 0 visitas) e, consequentemente, sai antes do carregamento da página. Verificar sua taxa de rejeição.
  • Se um redirecionamento existe entre a URL de destino contida no AdWords e a página onde o visitante chegou após ter clicado no anúncio, a informação contida na URL é perdida no redirecionamento e o Google Analytics pode não reconhecer os dados vindos do AdWords (X cliques, 0 visitas).
  • Quando sua campanha Adwords que está linkada à conta Analytics de um site possui anúncios que apontem para outro site (X cliques, 0 visitas). Este outro site pode ser do mesmo cliente, por exemplo.
  • A rede pode estar saturada momentaneamente e um roteador inacessível (X cliques, 0 visitas). Nesse caso, as páginas do site não carregam e a tag do Analytics acaba não sendo executada.

Razões para o aumento das visitas

  • Um utilizador pode clicar em um anúncio e, posteriormente, durante uma sessão diferente, voltar diretamente ao site através de um atalho de favorito. As informações de referência da visita original serão retidas neste caso, para que aquele clique resulte em várias visitas (1 clique, X visitas).
  • Para garantir uma faturação mais precisa, o AdWords filtra automaticamente os cliques inválidos dos seus relatórios. No entanto, o Analytics registra esses cliques como visitas ao seu site, para mostrar o conjunto completo dos dados de tráfego (0 cliques, X visitas).

Percentagem de diferença

A percentagem de discrepâncias entre cliques e visitas situa-se geralmente entre 0 e 30%, sendo mais cliques do que visitas.

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26 fev As habilidades dos gerentes de mídias sociais

Mais um cargo importante surge nas empresas: para ser bem sucedido, o gerente de mídias sociais tem que conjugar algumas habilidades e qualidades. Veja quais são.

Foi em março de 1989 que Tim Berners-Lee realizou com sucesso a primeira comunicação entre cliente e servidor, usando o protocolo HTTP na internet. Nascia a World Wide Web de um jeito bem diferente do que conhecemos hoje.

A WWW revolucionou não apenas a maneira como as pessoas se comunicam, mas também como se relacionam, estudam, se divertem ou trabalham. Nesse último aspecto, o mercado de trabalho vem assistindo a uma crescente demanda por profissionais para ocuparem cargos que não existiam alguns anos atrás.

Coordenadores web, analistas de métricas, webdesigners, gerentes de e-commerce, estagiários em marketing digital, entre outras tantas, são cargos (bem remunerados, diga-se de passagem) para os quais poucas escolas conseguem preparar mão-de-obra qualificada.

Há bons cursos de extensão no mercado, mas há muito jabá também. A verdade é que não há nenhuma faculdade atualmente no Brasil que forme profissionais para atuar com foco em internet.

Esse problema impacta diretamente as empresas, pois conforme aumentam suas necessidades de criar uma presença online forte, elas mesmas têm que preparar e educar seus funcionários. Vemos, cada vez mais, crises de marcas surgirem no ambiente 2.0 e empresas perdidas, tendo que demitir funcionários por falta de bom senso ou por falta de uma política de uso do canal, corretamente estabelecida.

Surge nesse cenário mais um cargo de extrema importância nas empresas de porte: o gerente de mídias sociais. Mas quais as habilidades necessárias a esse profissional? Veja abaixo uma lista criada a partir de várias conversas com empresas atuantes nesse setor:

  • Comunicativo: o gerente de mídias sociais deve transmitir as ideias com clareza, ser um bom redator, evitando gírias e abreviações. Jornalistas e profissionais de comunicação ganham vantagem nesse ponto, mas conheço ótimos gerentes de mídias sociais que tem formação em Psicologia, Administração e até Veterinária.
  • Sociável: a gestão de redes sociais deve ser feita por alguém com capacidade de socializar facilmente com outras pessoas. Não pode ser alguém “fechado” ou tímido. Imagine a hostess de um evento, que conversa com todos, apresenta as pessoas umas às outras e facilita ligações e relacionamentos entre as pessoas. É por aí.
  • Antenado: novidades surgem na internet com grande velocidade. Identificar tendências, estar por dentro das últimas notícias, sobre o que as pessoas estão falando e onde estão falando. O gerente de mídias sociais tem que estar preparado para ver a onda antes que ela chegue.
  • Ter presença digital: escrever em blogs, microblogs, comunidades virtuais, redes de relacionamentos profissionais… antes de contratar uma agência ou um gerente de mídias sociais, conheça a presença deles nas mídias sociais. Antes de fazer o marketing social da empresa, esse profissional deve saber como fazer o seu marketing pessoal.
  • Tecnológicos: há centenas de ferramentas disponíveis para medir resultados, monitorar canais e interagir com consumidores. Algumas são pagas, outras gratuitas. Esse profissional deve conhecer e saber usar essas ferramentas de acordo com a necessidade e verba disponível da empresa.
  • Multitarefa: pessoas que só conseguem fazer “uma coisa de cada vez” terão mais dificuldade de ocupar esse cargo. Num ambiente extremamente competitivo e sob uma chuva incessante de informações, conseguir realizar várias tarefas ao mesmo tempo é fundamental.
  • Político: dentro das empresas, o gerente de mídias sociais irá interagir com diferentes áreas. Marketing, vendas, atendimento, jurídico, recursos humanos e tecnologia da informação são algumas delas. Administrar conflitos, crises e integrar essas áreas nas mídias sociais é um desafio político que requer muitas reuniões e ouvidos atentos.
  • Analítico: dentre as tarefas mais complexas, está a de criar relatórios, definir metas, interpretar dados de diversas fontes e tabular em gráficos para serem apresentados à diretoria de forma clara e convincente.
  • Gestor: como o nome do cargo diz, o gerente de mídias sociais é um gestor. Deve saber lidar com equipes multidisciplinares, mantê-las incentivadas e com foco nas tarefas. Saber delegar tarefas e responsabilidades, estimular e cobrar prazos faz parte do seu cotidiano.

Todas as habilidades descritas acima são capazes de serem desenvolvidas nos profissionais. Basta que haja investimento na capacitação. Eventos e cursos fazem parte de um primeiro passo. Além disso, é importante identificar pessoas que já estejam enquadradas em parte delas, para que o tempo de preparação seja menor.

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26 fev Usabilidade é o principal em um projeto de interface?

Nem sempre a usabilidade é o elemento mais importante para o sucesso em projetos de interface.Também tem valor uma boa interface social, que possibilite interações entre pessoas.

Muito se comenta sobre a “sopa de letrinhas” que envolve o trabalho do arquiteto de informação, bem como do designer de interfaces, ou ainda do user experience designer. Isso sem falar nas siglas que envolvem cada um deles.

A própria diversidade de nomenclaturas usadas para identificar em geral a execução de um único tipo de trabalho – tendo em vista a realidade de mercado brasileira, é bom ressaltar – denota como temos essa enorme necessidade de nos apegarmos a padrões e conceitos que na maior parte das vezes não fazem sentido se não for levado em conta o contexto em que são empregados.

Outra ideia bastante difundida há quase uma década, e que contrasta com o exposto acima, é a usabilidade como principal elemento de sucesso em projetos de interface. Pois bem. Seria essa afirmação uma verdade baseada em fatos reais, ou uma falácia conveniente?

Essa foi uma das diversas reflexões interessantes levantadas pelo designer Eduardo Agni em sua palestra “Social Interface Design”, na Campus Party 2011, ocorrida entre os dias 17 e 23 de janeiro em São Paulo.

A resposta a essa pergunta você pode conferir no início da parte 2 do vídeo abaixo, mas, para adiantar um pouco dessa conversa, imagine que o Napster (lembra dele?) foi o software mais usado do mundo na época em que foi lançado, mesmo possuindo uma interface ruim em termos de usabilidade.

A falha grave, no caso, é que na janela principal do sistema havia botões aonde deveria haver abas, impossibilitando o usuário de alternar as telas. Só que, por outro lado, o Napster possibilitava uma interação social entre as pessoas no compartilhamento de arquivos de música, o que culminou no sucesso da interface.

A tragédia dos comuns

Outro ponto importante apresentado por Agni na palestra foi o cruzamento entre o que chamou de “design defensivo” e “design social”. No primeiro caso, a usabilidade preconiza que o sistema deverá sempre apontar ao usuário o que fez de errado na execução de uma determinada tarefa, para em seguida orientar como ele poderia corrigir o erro.

E isso é uma verdade, em se tratando de uma interface homem-computador. Porém, ao se observar o contexto do design social, é preciso levar em conta toda uma sociedade interligada, não apenas um indivíduo interagindo com o sistema. Logo, a interface social serve para que a sociedade como um todo obtenha sucesso, mesmo que para isso um usuário tenha que falhar na execução de uma determinada tarefa.

Como argumento que serve de base para esse raciocínio, Agni cita o termo “tragédia dos comuns”, usado pelos economistas para se referir a um recurso da sociedade que acaba esgotado em benefício de um único indivíduo – como por exemplo o madeireiro que devasta uma floresta em prejuízo da sociedade.

Transpondo esse raciocínio para a web, quando um usuário envia spam para uma lista, pelo preceito do design defensivo ele seria avisado do erro que cometeu e solicitado a não mais cometê-lo. Porém uma lista de discussão serve como uma espécie de “comunidade virtual”, aonde o que está em jogo é o equilíbrio do grupo como um todo, não apenas de um único indivíduo.

“A partir do momento que alguém entra na lista e tenta se aproveitar do recurso da sociedade em benefício próprio, ele está prejudicando toda a sociedade. Nesse caso, o design de interface social não vai pensar em ajudar essa pessoa a corrigir o erro dela, mas sim em ajudar a sociedade a se manter em harmonia”, explica Agni.

Dessa forma, pelo insucesso da ação, o usuário que praticasse o spam seria desencorajado a praticá-lo mais vezes.

Mas antes que se pense erroneamente que a usabilidade não é importante em um projeto de interface, nas palavras de Eduardo Agni, “além de ter uma boa usabilidade, é preciso que haja no projeto uma boa interface social, que possibilite interações não entre pessoas e máquinas, mas entre pessoas E pessoas, que é o que os usuários buscam principalmente hoje na web”.

E cita a história da criação do Facebook por Mark Zuckerberg, que era um programador acostumado a ler código, não um especialista em interface. E, no entanto, foi quem criou a empresa que hoje já é mais lucrativa que o Google, e em muito menos tempo de vida.

Veja os vídeos das apresentações de Eduardo Agni na Campus Party 2011 abordando também outros conceitos importantes no design de interfaces, como o princípio da recompensa:




Leituras recomendadas

Livros

  • “Cultura da Interface”, de Steve Johnson
  • “Designing Social Interfaces”, de Christian Crumlish e Erin Malone

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