26 abr 5 razões para investir em campanhas de mobile marketing

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Estamos em um momento de crescimento do mercado mobile no Brasil. O mais recente relatório divulgado pela Anatel mostra que já são mais de 264 milhões de acessos à telefonia móvel. Um número crescente e que movimenta o mercado de aparelhos e planos, mas que impulsiona também setores que circundam esse negócio, como é o caso da marketing mobile. 

Embora seja algo novo, já podemos falar sobre a aceitação do público brasileiro. Segundo o site do Our Mobile Planet, os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Mato Grosso e o Distrito Federal já possuem um número de celulares maior que o número de habitantes. 70% dos brasileiros pretendem trocar de celular nos próximos seis meses e a conta mensal da telefonia móvel do brasileiro é em media R$107,00. Com isso a publicidade móvel só cresce. Segundo um estudo da eMarketer, e não por acaso, hoje no Brasil são investidos  mais de US$ 41 milhões com publicidade móvel. A prova de que isso funciona está na efetividade das ações e nos resultados, claro.
 
Mas afinal, o que levaria agências de publicidade e de marketing a investirem em campanhas de mobile marketing? Conheça cinco razões para apostar nesse modalidade de comunicação empresarial, ainda em busca de crescimento do serviço no País.
 
Hipersegmentação: A segmentação no mundo mobile é uma realidade e potencializa os resultados dos anunciantes. Hoje é possível impactar o consumidor de acordo com o perfil de consumo nas diversas plataformas móveis, desde o consumidor que possui um smartphone que acaba de ser lançado até um “feature phone” – celulares que não são smartphones, porém possui diversas funções. Com inteligência mobile sabemos quem são os consumidores, o que acessam e onde estão, com isso conseguimos impactá-los de forma assertiva e com resultado. A hipersegmentação pode ser aplicada em diferentes meios, do SMS ao uso de aplicativos. 
 
Agilidade: As campanhas mobile “off deck” – anúncios em portais que aparecem apenas quando acessados de aparelhos moveis e normalmente direcionaram o usuário para um site otimizado para o celular – seguem a agilidade das ações on line e em poucas horas o anunciante estará no ar, “conversando” diretamente com milhares de pessoas. É possível programar campanhas de advertising “Display Mobile” em portais e adnetworks de forma rápida e eficiente. Já as campanhas que necessitam de aprovação das operadoras, como por exemplo, uma ação de SMS Marketing demanda em média dois dias úteis para liberação.
 
Personalização: Mobile marketing não são mensagens publicitárias, são diálogos. O sucesso de cada campanha de mobile marketing depende da forma pessoal e individual como são tratados os públicos-alvos. Sem esquecer que os celulares são itens pessoais, sendo assim não podemos ser invasivos. A personalização é fundamental para se ter bons resultados.
 
Mensuração: Um dos maiores problemas que empresas e agências encontram ao investirem em uma nova mídia – como o mobile marketing – é de conseguir medir a efetividade das campanhas. Em mobile marketing isso já é possível, principalmente se comparado a outras mídias de marketing direto. Vamos usar como exemplo o envio de SMS. 
 
Hoje, existem ferramentas específicas que ajudam a mensurar os resultados e entregar relatórios valiosos para os clientes e anunciantes, recebendo feedbacks sobre: quando houve o acesso, onde foi realizado, em que modelo de aparelho, quantas vezes o consumidor visualizou o conteúdo, além de outras importantes informações que ajudam na análise e mensuração das campanhas.
 
Mobile não é caro: Quanto custa para o anunciante atingir o público certo na hora certa e ainda ter 97% de taxa de visualização? Quanto custa para desenvolver um aplicativo? Pois bem, esse tipo custo pode ser muito mais barato do que se imagina. Comparado-se às tradicionais mídias de marketing direto, o mobile marketing chega a custar 300% menos, e tem taxas de retorno que podem ser 3 vezes maiores que outras mídias. O desenvolvimento de aplicativos podem variar de preço, dependendo da complexibilidade, porém podemos fazer um cálculo inverso. Quanto custa para a sua empresa estar presente no dia-a-dia dos clientes / consumidores e poder se relacionar o momento que desejar? Basta fazer essa análise e irá verificar que o custo para o desenvolvimento de um aplicativo não é tão caro como se pensava.
 
Por Gustavo Luveiro, sócio e diretor de Marketing da Kanamobi e professor da São Paulo Digital School.
Fonte:Adnews
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26 abr Pesquisa desvenda os segredos da geração de leads

 Em abril de 2013, a Ascend2 realizou entrevistas com 435 líderes de negócios, executivos de marketing e outros profissionais. Geograficamente, a amostra foi distribuída da seguinte forma: 75% baseados Estados Unidos, 9% Canadá, 7% Europa e 9% outros países. O objetivo foi apurar as estratégias de geração de leads, qualificando-as em superiores ou inferiores conforme os resultados obtidos. Confira a seguir os principais achados desse estudo.

  • A diferença entre as estratégias superiores e inferiores de geração de leads. Indagados sobre o sucesso de suas campanhas de geração de leads, 18% declararam que elas são muito bem sucedidas, contra 11% que as avaliaram como mal sucedidas. Os demais 71% definiram suas estratégias como “mais ou menos bem sucedidas”.

As próximas perguntas foram dirigidas apenas aos profissionais que qualificaram como “muito bem sucedidas” ou “mal sucedidas” suas campanhas de geração de leads, excluindo-se os que se disseram “mais ou menos bem sucedidos”. A intenção desse “expurgo de dados” foi identificar as diferenças entre as estratégias superiores e inferiores.

  • Eficiência tática– Um ponto importante do estudo foi a investigação da eficiência das táticas de geração de leads empregadas pela empresa. Na tabela 1, o leitor pode conferir, sobre o fundo amarelo, as respostas das empresas com estratégia “muito bem sucedida”, identificadas pelo cabeçalho “Estratégia Superior” (ES). Sobre fundo azul claro, encontram-se as respostas das empresas mal sucedidas na geração de leads, identificadas pelo cabeçalho “Estratégia Inferior” (EI).
    Tabela 1: Quais são as táticas de geração de leads mais eficientes usadas em sua empresa? Fonte: Ascend2 (2013) - Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

    Tabela 1: Quais são as táticas de geração de leads mais eficientes usadas em sua empresa? Fonte: Ascend2 (2013) – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

  • É interessante observar as preferências discrepantes:
  1. Mais empresas com Estratégia Superior (ES) usam Marketing de Conteúdo (29% ES contra 22% EI) e Eventos Online (21% ES contra 10% EI).
  2. Mais empresas com Estratégia Inferior (EI) preferem SEO (39% EI contra 34% ES), Eventos offline (37% EI contra 14% ES), Marketing em Mídias Sociais (15% EI contra 12% ES) e Mala direta/Anúncios impressos (15% EI contra 10% ES).
  3. Praticamente empatadas são as preferências por Email marketing, Publicidade Online e Móbile Marketing.
  4. 19% das empresas com Estratégia Superior usam outras táticas além das constantes na pesquisa, contra apenas 10% das empresas com Estratégia Inferior.
  • Problemas na execução. O estudo indagou sobre as dificuldades de implementação das diversas táticas. O Marketing em Mídias Sociais foi citado como a tática de mais difícil implementação tanto pelas empresas com ES (50%) quanto pelas empresas com EI (54%). O Marketing de Conteúdo, entretanto, revelou uma imensa discrepância: enquanto apenas 24% das empresas com ES relataram dificuldade nessa área, esse número subiu para 51% das empresas com EI. De um modo geral, as empresas com EI relatam uma dificuldade muito maior na implementação de todas as táticas mencionadas, como se pode conferir na tabela 2.
    Tabela 2: Quais são as táticas de geração de leads mais difíceis de implementar? Fonte: Ascend2 (2013) – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia

    Tabela 2: Quais são as táticas de geração de leads mais difíceis de implementar? Fonte: Ascend2 (2013) – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia

  • Eficiência não é sinônimo de facilidade. Também é interessante observar a ausência de correlação entre a eficiência alegada para as ferramentas e sua dificuldade de implementação. Ou seja: as táticas mais eficientes não são necessariamente as mais fáceis – nem as mais difíceis – de implementar.
  • Objetivos da campanha.Há grandes discrepâncias entre os objetivos perseguidos pelas empresas com Estratégia Superior e os das empresas com Estratégia Inferior, veja na tabela 3. A estratégia superior focaliza a conversão de leads em clientes através da melhoria da qualidade dos leads gerados. Observa-se uma melhor distribuição de fatores qualitativos e quantitativos nas respostas das empresas com Estratégia Superior, enquanto nas respostas das empresas com Estratégia Inferior o foco é nos fatores quantitativos.
    Tabela 3: Quais são os objetivos mais importantes de sua estratégia de geração de leads? Fonte: Ascend2 (2013) – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia

    Tabela 3: Quais são os objetivos mais importantes de sua estratégia de geração de leads? Fonte: Ascend2 (2013) – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia

  • Principais obstáculos. Após perguntar sobre os objetivos, pediu-se aos entrevistados que identificassem os maiores obstáculos à realização dos seus objetivos, confira as respostas na tabela 4. De uma maneira geral, as empresas com Estratégia Inferior relatam uma dificuldade muito maior ao lidar com esses obstáculos do que as empresas com Estratégia Superior.
    Tabela 4: Quais são os maiores obstáculos ao sucesso de sua estratégia de geração de leads? Fonte: Ascend2 (2013) – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia

    Tabela 4: Quais são os maiores obstáculos ao sucesso de sua estratégia de geração de leads? Fonte: Ascend2 (2013) – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia

  • Segmentação é um fator-chave. A quinta área investigada na pesquisa foi o uso de técnicas de segmentação de leads para o desenvolvimento de campanhas orientadas para públicos-alvo específicos. A figura 1 deixa evidente que a segmentação é um fator-chave de superioridade estratégica.
    Figura 1: Que expressão melhor descreve o uso de técnicas de segmentação em sua empresa? Fonte: Ascend2 (2013) – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia

    Figura 1: Que expressão melhor descreve o uso de técnicas de segmentação em sua empresa? Fonte: Ascend2 (2013) – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia

Consequências para as empresas brasileiras

O relatório da pesquisa contém ainda diversos outros resultados, relativos a outros cruzamentos de dados, por exemplo, incluindo os resultados médios e segmentando as empresas geograficamente. Decidimos, por questões de espaço, não incluir esses dados aqui, mas o leitor interessado pode baixar o relatório completo, em inglês, no link que fornecemos no início deste artigo.

O estudo em questão é importante porque, embora a amostra não tenha uma distribuição geográfica rigorosa que permita extrapolar seus resultados automaticamente para o Brasil, o fato é que se trata de uma valiosa investigação de estratégias, táticas, objetivos, métodos e dificuldades comuns a todas as empresas que estejam disputando hoje seu espaço no mercado online, independentemente de sua base geográfica.

A melhor sugestão para aproveitar esta pesquisa, porém, encontra-se ao final do relatório:

  1. Aplique as perguntas do questionário ao seu próprio programa de geração de leads
  2. Formule uma análise SWOT (conhecida entre nós pelos acrônimos “PFOA” ou “FOFA”) comparando com a análise SWOT dos resultados das empresas com Estratégia Superior de geração de leads, disponível na figura 2.
    Figura 2 - Análise SWOT das Empresas com Estratégias Superiores de Geração de Leads. Fonte: Ascend (2013) – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia

    Figura 2 – Análise SWOT das Empresas com Estratégias Superiores de Geração de Leads. Fonte: Ascend (2013) – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia

    De posse desse mapa estratégico, sua empresa poderá otimizar sua política de marketing online para alcançar os níveis de máxima eficiência na geração de leads.

Fonte: gessicahellmann

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23 abr Os segredos da SERP de 7 Resultados

 

Em agosto de 2012, o Google lançou a SERP de 7 resultados (páginas de respostas para buscas com 7 resultados), transformando os resultados da primeira página. Dados da MozCast mostraram inicialmente que 18% das buscas que rastreamos foram afetadas. Temos coletado dados desse fenômeno desde então e colocado algumas das teorias mais comuns em teste. Essa é a história da SERP de 7 resultados como compreendemos hoje (imagem criada com o PULP-O-MIZER).

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I. SERP de 7 Resultados por aí

A essa altura do campeonato, você provavelmente já deve ter visto alguma coisa por aí sobre as SERPs de 7 Resultados, mas eu acho que ainda é útil começar do começo. Aqui estão alguns exemplos (com imagens de tela) de várias formas que a SERP de 7 Resultados toma nos dias de hoje. Perdoe-me antecipadamente pelas imagens grandes, mas eu acho que às vezes é importante ver o conteúdo completo da pesquisa.

(1)   A SERP de 7 Resultados “clássica”

A SERP de 7 Resultados “clássica” normalmente aparece como uma listagem com links no resultado número 1 (mais sobre isso adiante), além de seis outras listas orgânicas. Aqui está o screenshot de uma busca por “some ecards”, uma busca de navegação:

imagem 1

(2)  Os 7 + 7 com resultados locais

Ainda é possível ver as SERPs de 7 resultados misturadas com outros tipos de resultados, incluindo “pacotes” de resultados locais. Aqui está o resultado de uma busca com regionalização intencional – “williamsburg prime outlets”:

imagem 2

(3)  Os 6 + um mega pacote de imagens

Entretanto, não são apenas resultados orgânicos que podem aparecer na primeira colocação de uma busca com 7 resultados. Há uma rara exceção quando um “mega pacote” de imagens aparece no topo dos resultados de busca. Aqui está uma SERP de 7 resultados com um pacote de imagens e 6 listas orgânicas – a busca foi por “pictures of cats”:

imagem 3

2. Algumas estatísticas da SERP de 7 Resultados

Nosso conjunto de dados original mostrou que 18% das buscas rastreadas por nós exibiram a primeira página com SERP de 7 resultados. Esse número variou ao longo do tempo, caindo abaixo dos 13%. Recentemente, temos feito experiências com um grande número de dados (10 mil palavras). Nos 10 dias entre 13/01 e 22/01 (os dados para este artigo foram coletados por volta de 23/01), esse conjunto de dados mostrou resultados de SERP de 7 resultados em uma variação que foi de 18,1% a 18,5%. Ao mesmo tempo em que isso não representa toda a Internet, demonstra que páginas de resultados SERP de 7 resultados continuam a ter uma presença significativa no Google.

Essas porcentagens são calculadas por buscas únicas. Podemos também visualizar buscas por volumes. Ao utilizar o volume “global” do Google (combinação exata), a porcentagem de buscas por volume com SERP de 7 resultados foi de 19,5% em 22/01. Isso se compara aos 18,5% das pesquisas únicas. Incluindo o volume, isso é quase 50% de todas as pesquisas que nós rastreamos.

Aqui estão as porcentagens de páginas com SERP de 7 resultados em pesquisas, divididas em 20 categorias de indústrias para dia 22/01:

Categoria Porcentagem
Vestuário 23,6%
Arte e Entretenimento 16,8%
Beleza e Cuidados Pessoais 12,6%
Computadores e Eletrônicos 16,8%
Restaurantes e Vida Noturna 27,2%
Família e Comunidade 13,2%
Finanças 19,2%
Gêneros Alimentícios 13,4%
Saúde 3,8%
Hobbies e Lazer 11,0%
Casa e Jardim 20,0%
Internet e Telecom 12,6%
Carreira e Educação 21,4%
Leis e Governo 16,2%
Presentes 7,8%
Imóveis 13,2%
Varejo 19,6%
Esportes 28,6%
Viagens e Turismo 36,2%
Veículos 26,0%

Essas categorias foram todas emprestadas de palavras-chave da ferramenta de pesquisas do AdWords. A mais impactada foi “Viagens e Turismo”, com 36,2%, sendo “Saúde” a que recebeu menos impacto. Com apenas 500 buscas/categorias, é fácil hiperestimar esses dados, mas acho que é interessante ver como o impacto varia.

III. A relação entre site e link

Muitas pessoas criaram hipóteses entre a expansão da relação site e link, com os resultados de busca com SERP de 7 resultados. Vimos muitas evidencias de anedotas, mas acreditei que poderíamos colocá-las em testes de larga escala, portanto coletamos dados da relação site/link (presença e contagem) para as 10 mil palavras desse estudo.

Das 1.846 buscas (18.5%) no nosso universo que resultaram em SERP de 7 resultados na manhã de 22/01, 100% delas tiveram links de sites expandidos na primeira posição. Houve 45 buscas que tiveram links expandidos, mas que não exibiram SERP de 7 resultados, mas estas foram todas anomalias com origem na forma como contamos os resultados locais (nós incluímos a mistura de pacotes e locais na contagem do MozCast, o que o Google talvez não faça). Há uma relação quase perfeita entre resultados com SERP de 7 resultados e links expandidos. O que quer que seja que leva a um também está levando ao outro.

A única exceção são os blocos de imagem mencionados acima. Nesses casos, o “mega pacote” de imagens parece ser o equivalente aos links expandidos. Internamente, nós contamos esses como resultados de buscas com SERP de 6 resultados, mas acredito que o Google enxerga isso como uma variação da SERP de 7 resultados.

Enquanto a maior parte (perto de 80%) dos resultados com SERP de 7 resultados possui 6 links expandidos para os sites, não parece haver regra alguma para isso. Estamos rastreando SERP de 7 resultados desde 1 até 6 links expandidos como resposta. Não há a necessidade de um conjunto completo de sites para ativar a SERP de 7 resultados. Em alguns casos, parece ser o caso apenas do domínio possuir um número limitado de páginas relevantes para buscas.

IV. Estabilidade de buscas com 7 resultados

Originalmente, eu presumi que uma vez que a busca fosse considerada “merecedora” dos links do sites e de SERP de 7 resultados, aquela busca iria continuar a ter aquele resultado até que o Google fizesse uma mudança maior no algoritmo. Os resultados sugerem que isso está longe de ser verdade – muitas buscas foram e voltaram de 7 para 10 resultados e vice-versa, desde que a SERP de 7 resultados apareceu.

Uma vez que nosso sistema MozCast Top-View Metrics rastreia as maiores mudanças para a contagem média dos resultados, a história real pode ser uma pouco mais complicada. Em um dia qualquer, uma quantidade razoavelmente grande de palavras-chave mudou de 7s para 10s e de 10s para 7s. De 21/01 a 21/01, por exemplo, 61 (0,61%) foram de 10 para 7 resultados e e 56 (0,56%) foram de 7 para 10 resultados. Um total de 117 mudanças aconteceram em um período de 24h – isso é apenas 1% das pesquisas e parece ser típico.

Algumas palavras chave mudaram diversas vezes – por exemplo, a busca “pga national” mudou de 7 para 10 resultados 27 vezes (medidas 1 vez por dia) desde o lançamento das SERPs de 7 resultados. Isso parece ser motivado inteiramente por um algoritmo – alguns limiares (que podem ser autoridade, relevância, marcas etc.) determinam se um resultado nº1 merece links do site, provavelmente em tempo real, e quando esse atributo se altera, você terá novamente uma SERP de 7 resultados.

V. A diversidade de conexão

Eu supus originalmente que uma busca com SERP de 7 resultados fosse apenas uma busca com SERP de 10 resultados acrescida de links para o primeiro resultado e os resultados 8 a 10 removidos. Com o passar do tempo, alimentei uma forte suspeita de que esse não era o caso, mas buscar evidências concretas foi algo complicado. O problema é simples: uma vez que rastreamos uma busca de SERP de 7 resultados, não podemos ver como a busca seria com 10 resultados.

É aí que a estabilidade da busca entra – mesmo não sendo a solução perfeita (os resultados mudam naturalmente ao longo do tempo), podemos observar as buscas que mudaram e ver como as buscas com SERP de 7 resultados se comparam às buscas com SERP de 10 resultados  logo em seguida. Vamos ver o nosso exemplo de alteração, o “pga national” – aqui estão os subdomínios para uma busca com SERP de 7 resultados registrada em 19/01:

  1. www.pgaresort.com
  2. www.pganational.com
  3. en.wikipedia.org
  4. www.jeffrealty.com
  5. www.tripadvisor.com
  6. www.pga.com
  7. www.pgamembersclub.com

No dia anterior, (18/01), essa mesma busca foi registrada com SERP de 10 resultados. Aqui estão os subdomínios arquivados para ela:

  1. www.pgaresort.com
  2. www.pgaresort.com
  3. www.pgaresort.com
  4. www.pgaresort.com
  5. www.pganational.com
  6. en.wikipedia.org
  7. www.tripadvisor.com
  8. www.pga.com
  9. www.jeffrealty.com
  10. www.bocaexecutiverealty.com

A busca com SERP de 10 resultados permite múltiplas listagens para os primeiros domínios, em que a versão com SERP de 7 resultados  expande os primeiros domínios para uma listagem acrescida dos links para o site. Há uma relação entre os itens 2 e 4 na busca com SERP de 10 resultados e na expansão dos links na busca com SERP de 7 resultados, mas não é uma relação de 1 para 1.

Recentemente, me deparei com uma outra forma de comparação. O Google faz parcerias com outros mecanismos de busca para fornecer dados, e um parceiro com resultados muito semelhantes é o EarthLink. O que é intrigante é que os parceiros do Google não exibem links expandidos para as buscas com SERP de 7 resultados– pelo menos em nenhum caso que eu conheça. Aqui está uma busca por “pga national” no EarthLink em 25/01:

  1. www.pgaresort.com
  2. www.pgaresort.com
  3. www.pgaresort.com
  4. www.pganational.com
  5. en.wikipedia.org
  6. www.tripadvisor.com
  7. www.jeffrealty.com
  8. www.pga.com
  9. www.bocaexecutiverealty.com
  10. www.devonshirepga.com

Novamente, o domínio número 1 é repetido. Olhando múltiplos resultados de busca, o padrão varia um pouco, e é difícil pinçar apenas uma regra para mover de 7 para 10 resultados. Em geral, a diversidade de padrões se mantém. Quando uma busca vai de 10 resultados para 7, o domínio na primeira colocação exibe links de seu site, mas não pode ocupar as colocações números 2 e 7.

Infelizmente, a diversidade de padrões de domínios tem sido difícil de rastrear em larga escala. Nós rastreamos a diversidade de domínios (porcentagem de subdomínios entre os 10 primeiros) no MozCast, mas nos primeiros 2 ou 3 dias que a SERP de 7 resultados surgiu, a diversidade cresceu apenas de 55,1% para 55,8%.

Parte do problema é que temos uma ampla abrangência de grupos diversos como sub-domínios, o que significa que a diversidade nas buscas com SERP de 10 resultados pode supervalorizar as buscas com SERP de 7 resultados. E se nós as separássemos, então?

Ao longo do núcleo dos dados do MozCast (1000 buscas), a diversidade de domínios em 22/01 foi de 53,4%. Olhando-se apenas as buscas com SERP de 7 resultados, no entanto, a diversidade de domínios foi 62,2% (contra os 54,2% daquelas com SERP de 10 resultados). Essa não é uma diferença expressiva, mas com certeza é uma evidência que favorece a diversidade das conexões.

É claro que causalidade é difícil de agrupar. Simplesmente pelo fato de as SERPs de 7 resultados serem mais diversos, isso não significa que o Google está utilizando um amontoamento de domínios como um sinal para gerar a expansão dos links. Isso pode significar apenas que um mesmo sinal que faça um resultado exibir links para seu site pode causar também muitos pontos em uma busca com SERP de 10 resultados.

VI. A conexão com grandes marcas

Afinal, o que leva à SERP de 7 resultados? Muitas pessoas especularam que fosse uma questão de marcas – em resumo, há muitas buscas por marcas (ou pelo menos nas navegações) dentro do conjunto. Muitas delas são marcas relativamente pequenas, portanto, este não é um caso clássico de dominação das grandes marcas. Há também buscas com SERP de 7 resultados que não parecem ser relacionadas a marcas, tais como:

  1. “tracking santa”
  2. “cool math games for kids”
  3. “unemployment claim weeks”
  4. “cell signaling”
  5. “irs transcript”

É claro que essas são exceções à regra, e algumas delas relacionam-se com marcas, por falta de algo melhor. A busca “irs transcript” revela o website da IRS no primeiro posto – a frase completa talvez não signifique uma marca, mas há uma clara combinação dominante para a pesquisa. Assim como “tracking santa”, é claramente o domínio da NORAD e isso mesmo que você esteja procurando por “tracks santa”.

Em alguns casos, não parece haver uma inclinação para uma marca (ou entidade). Tome a busca por “reef”, que mostra o site Reef.com na colocação nº 1 com 4 links para o site:

imagem 4

Não é para ser implicante com o Reef.com, mas eu não penso neles como um grande nome. Seriam eles uma combinação mais relevante do que qualquer outro “reef” em particular (como “Great Barrier Reef”, ou Grande Barreira de Corais) ou o conceito de “reef” (coral, recife) em geral? Pode ser uma questão de autoridade (DA = 66) ou o domínio que combina exatamente com o pesquisado – infelizmente, nós usamos muito o termo “marca”, mas quase nunca nos aprofundamos no quanto isso se traduz em sinais de rankings na prática.

Eu peguei as pontuações de autoridade (DA e PA) para um sub-conjunto de buscas e parece não haver correlação nenhuma entre a autoridade (da forma como medimos) e a presença dos links para os sites. Um exemplo interessante é a Wikipedia. Ela ocupa 11% das primeiras colocações (sim, não é a sua imaginação), mas apenas 1.119 buscas possuem SERP de 7 resultados. Esse é um site com autoridade de domínio de 100 (de um total de 100).

VII. A conexão com a “entidade”

Uma escola de pensamento em ascensão é que entidades com nomes estão ganhando mais poder nos rankings nos dias de hoje. Uma entidade com nome não precisa ser uma grande marca, mas apenas uma boa combinação com a intenção do usuário. Por exemplo, se eu pesquisar por “barbearia do Sam”, o site BarbeariaDoSam.com iria ter grandes chances de combinar com as minhas intenções do que outros resultados para barbeiros que por acaso se chamassem Sam. A Barbearia do Sam é uma entidade, apesar da autoridade de seu domínio ou outros sinais de classificação. Isso também vai além de uma combinação exata com o domínio (exact-match domain ou EMD).

Eu acredito que buscas com SERP de 7 resultados e outras atualizações como Knowledge Graph significam uma mudança em direção a uma classificação das entidades e normalmente fazem a pesquisa refletir o mundo real. Em cinco anos, não será suficiente utilizar apenas as palavras-chave certas para um determinado contexto ou links de entrada. O Google vai querer retornar objetos com uma riqueza que represente conceitos do “mundo real” que as pessoas entendam, mesmo que esses conceitos existam principalmente online. Isso também se encaixa bem na ideia de uma interpretação dominante (como delineado nos guias de classificação do Google e em outras documentações). Caso eu pesquise por “Microsoft” ou por “Barbearia do Sam”, o modelo de  interpretação dominante sugere o website da entidade que melhor combinar com a pesquisa, sem se preocupar com classificações em rankings ou a força de seu SEO.

Há apenas um problema com a explicação que leva em conta a entidade. Falando genericamente, eu esperaria que uma entidade fosse estável – uma vez que uma pesquisa fosse classificada a partir de uma entidade e adquirisse links expandidos para o site, eu esperaria que eles permanecessem dessa forma. Conforme mencionado, entretanto, os dados são bastante irregulares. Isso pode indicar que a detecção de identidade é dinâmica – baseada em alguma combinação de sinais na página/de links/sociais/de usuários.

VIII. O segredo do molho é o ketchup

Ok, talvez “segredo” seja um pouco de exagero. A pergunta sobre o que de fato gera uma busca com SERP de 7 resultados é definitivamente complicada, especialmente quando o Google expande para um Knowledge Graph e formas avançadas de associação com a entidade. Eu imagino que a grande questão na cabeça de todos é: “como eu consigo (ou evito) um busca com SERP de 7 resultados?” Não tenho certeza se há uma resposta simples e certamente não há um simples truque de SEO. Os dados sugerem que mesmo o perfil com o link mais forte (ex.: autoridade) pode não ser suficiente. Por último, intenções de busca e associações complexas começarão a amadurecer mais, e o dinheiro das suas palavras-chave será aquele que poderá fornecer uma combinação forte para as intenções de pesquisa. Preste atenção não apenas às buscas com SERP de 7 resultados nas suas próprias combinações de palavras-chave de pesquisa, mas às buscas que resultam em Knowledge Graph e exibem riqueza de dados – eu espero muitas outras mudanças no ano que está começando.

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Artigo traduzido pela Redação iMasters, com autorização do autor. Publicado originalmente em http://www.seomoz.org/blog/secrets-of-the-7-result-serp

Fonte:Imasters

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23 abr ROI: otimizando ações de marketing digital

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Comumente, as empresas de e-commerce, sejam elas pequenas ou de grande porte, têm como principal estratégia digital o investimento em campanhas de links patrocinados, como o Google Adwords. De acordo com um estudo realizado pela Serasa Experian Marketing Services sobre performance no e-commerce, 50% dos anunciantes investem mais de 10% da verba em search, canal que representa 27,25% do tráfego total nestes sites.

Essas ferramentas cobram um custo por clique (CPC), e quem clicou no anúncio tem grande interesse em fazer uma conversão em seu site, seja compra, preenchimento de um formulário ou um simples cadastro, por exemplo. Essa conversão gera um valor usado no cálculo do ROI (Retorno do Investimento), que é muito simples de ser calculado, basta subtrair os custos de publicidade do valor da receita dos anúncios, e dividir esse resultado pelo custo total de publicidade.

Entretanto, como muitas empresas passaram a disputar uma mesma palavra chave, o custo dessa palavra aumentou bastante nos últimos tempos, ficando cada vez mais difícil de obter ROI positivo com essa mídia. Por conta disso, o mercado entende que o ROI do Search está acabando. Mas não está!

Um estudo realizado pelo IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau) revelou que os investimentos em marketing digital pelas empresas cresceram 24,5% entre 2011 e 2012. Além disso, o mercado brasileiro encara um sério problema com a falta de mão de obra qualificada e alta carga tributária. Este cenário abre um enorme espaço para a atuação de plataformas de automatização e otimização de ações de marketing digital que, no fim das contas, possibilitam atingir um ROI satisfatório, gerando grande economia de tempo e melhores resultados.

Com essas ferramentas de escala e automação, é possível otimizar as ações de search, links patrocinados e redes sociais, entre outras, através da tecnologia de autobiding (lances automáticos). Este processo maximiza a produtividade, economiza em mão de obra, alcança melhores resultados em menos tempo e permite realizar as melhores decisões de investimentos em search marketing e publicidade online devido a avançados relatórios, como o funil de conversões, por exemplo.

Em números, podemos afirmar que, com cerca de 20% a mais de investimento, a empresa aumenta a quantidade de cliques e faturamento, reduz o tempo em, pelo menos, 40%, e propicia ao cliente aumentos extraordinários do ROI. Certamente, estas plataformas chegam para solucionar um grande problema do mercado, fazendo com que o ROI volte a ter seu devido valor e imprescindível para quem investe em marketing digital.

Fonte:Adnews

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23 abr Como usar as mídias sociais dentro das franquias?

Em um primeiro momento, os empreendedores investiram nas mídias sociais para interagir com o consumidor final. Agora, as redes de franquias estão usando a plataforma para estimular a troca de ideias entre franqueadores e franqueados, colaborando para a implantação de uma política de comunicação eficiente.

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A partir de 2004, empresas de todo o mundo acompanharam o surgimento de uma nova era para os negócios. Com a popularização das mídias sociais, consumidores ganharam canais para amplificar suas vozes. As corporações não tiveram outra opção a não ser interagir com os clientes ou sofrer os danos de crises deflagradas por esse novo boca a boca virtual. “As marcas perceberam que havia pessoas falando sobre elas, mas que nem sempre eram coisas positivas”, afirma Meriellin Albuquerque, fundadora da Ato Z Comunicação e especialista em marketing e mídias sociais.

Passados alguns anos, ficou claro que esse contato mais próximo entre empresas e público beneficiou os dois lados. Enquanto consumidores conseguiram um canal de comunicação mais ágil, as empresas que adotaram estratégias digitais transformaram esses clientes em parceiros para alcançar o sucesso. “Como todo fenômeno, a era das mídias sociais afetou primeiro as marcas grandes, que precisaram dar uma resposta imediata ao público. Depois, se multiplicou para empresas de todos os tamanhos”, diz Meriellin.

No universo das franquias, as empresas enfrentaram algumas dificuldades para se adaptar à nova era. Como cada unidade tem uma certa autonomia, mas mantém uma ligação com as diretrizes da franqueadora, muitas ficaram sem saber como se posicionar no novo território das mídias sociais. Adotar um sistema unificado ou partir para o “cada um por si”? Na visão de Meriellin, “cada franqueado deve adotar a estratégia unificada da rede. Ele não pode pensar como um empresário solitário”.

Enquanto algumas redes preferiram a centralização, outras abraçaram uma espécie de autonomia padronizada. “Fizemos o possível para conseguir centralizar nossas ações no Facebook em apenas uma página”, afirma Gilberto Carvalho, gerente de marketing da Imaginarium. “Mas cada unidade queria falar com seu público específico. Por isso criamos um manual, para que cada um pudesse cuidar de seu perfil, mas dentro dos padrões da marca.”

Mais recentemente, os franqueadores perceberam que poderiam usar as mídias sociais também para interagir com os franqueados. Dessa maneira, conseguiriam criar mais sinergia entre as unidades, eliminando a sensação de pulverização que muitas vezes impede que se implante uma política de comunicação eficiente. “O uso das mídias sociais coloca a rede de franquias em um outro patamar. As unidades se sentem realmente como células de um organismo”, afirma Meriellin. Carvalho vai ainda mais longe. “Em pouco tempo, as mídias sociais devem substituir plataformas convencionais, como intranets e extranets”, diz. “Sites como o Facebook contam com uma adesão maior do que a dos canais oficiais, além de oferecer uma ampla variedade de ferramentas.”

Nas próximas páginas, saiba como algumas empresas brasileiras estão aproveitando as mídias sociais para recrutar novos franqueados, criar um diálogo produtivo com os donos das unidades e implementar novas ideias.

CAPTAÇÃO DE FRANQUEADOS

Cada marca tem diferentes estratégias ao selecionar novos candidatos para suas franquias. Esperar que as pessoas interessadas se apresentem espontaneamente é uma tática que funciona apenas para as redes mais famosas. Com as mídias sociais, é possível buscar novos franqueados de uma maneira mais ativa e eficiente.

Fazer pesquisas por meio de palavras-chave no Facebook e no Twitter pode render ótimos resultados. A empresa de ensino a distância Seu Professor estava procurando franqueados em potencial para participar de um road-show que seria realizado em Belo Horizonte (MG). Os franqueadores fizeram uma espécie de garimpo digital em diferentes mídias sociais, monitorando grupos de assuntos específicos, como educação e empreendedorismo. Já no Twitter, foi realizada uma busca geolocalizada, identificando autores de tuítes nas proximidades do negócio, e também por palavras-chave, fazendo um filtro dos usuá­rios que estavam falando em abrir uma franquia ou negócio próprio. Ao final, conseguiram 40 inscrições de pessoas com um perfil adequado às suas expectativas. “Com essa nova ferramenta, podemos chegar diretamente no público que desejamos, já que a pesquisa é refinada. O custo é menor e o foco, maior”, diz Gabriel Costa, sócio-fundador da marca.

A Microcamp, empresa de ensino de informática com sede em Campinas (SP), também apostou nas redes sociais. “Muitas vezes, os futuros empreendedores entram na internet para procurar uma boa opção de franquia”, diz Bruno Nogueira, gerente de marketing digital da empresa. “Eles estão buscando informações on-line. Então precisamos marcar presença nas redes, encontrar essas pessoas e interagir com elas.” Segundo Nogueira, o primeiro passo é monitorar palavras e mensagens, em busca de potenciais compradores de franquias. Depois de identificar seu público-alvo, é preciso enviar conteúdos capazes de atrair o candidato até o site da empresa. Outra tática eficaz é expandir a busca para o LinkedIn. “Como a rede é voltada para negócios, fica mais fácil analisar o perfil dos candidatos”, afirma. De acordo com Luis Fernando Klava, da agência de comunicação Economídia, o LinkedIn ainda é pouco usado para captar candidatos. “As empresas deveriam recorrer mais a esse fórum”, diz.

A captação de franqueados da imobiliária internacional Re/Max começou com a abertura de uma página no Facebook focada em possíveis candidatos. “A ação fazia parte do nosso plano de atingir pelo menos 200 unidades nos primeiros anos”, afirma Peixoto Accyoli, gerente-executivo da marca. “Sabemos que os pretendentes a franqueados passam muito tempo nas mídias sociais. Buscando as informações certas, fica fácil descobrir quem tem um perfil mais alinhado com a empresa. Quando conversamos com essas pessoas, a resposta é quase imediata. O custo é baixo e o direcionamento é grande.”

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CONTEÚDO E CAPACITAÇÃO
As mídias sociais podem ser a melhor plataforma para propagar o conhecimento dos franqueados para suas unidades, oferecendo um conteúdo valioso, que pode ajudar cada uma delas a crescer. Embora várias empresas já estejam atuando nesse sentido, existem dúvidas sobre qual seria a mídia mais indicada para divulgar a cultura da empresa e capacitar os franqueados. “Se o objetivo for comunicar informações de teor estratégico, a rede deve criar sua própria plataforma, ou então entrar em uma mídia que ofereça a possibilidade de acesso restrito”, diz Klava, da Economídia.

Essa foi a escolha do Grupo Ornatus, que abriga as marcas Morana Baloné e Jin Jin Wok: o franqueador decidiu criar uma rede social com acesso exclusivo para seus franqueados. “Resolvemos utilizar o modelo das mídias sociais porque se trata de uma linguagem bem difundida e facilmente compreendida pelos donos das unidades”, diz Márcia Teodoro, da equipe de marketing do grupo. A ferramenta do Ornatus funciona como as demais redes sociais, com grupos de discussões e locais específicos para cada tipo de conteúdo. É ali que são depositadas informações sobre estratégias futuras da empresa e manuais de treinamento, entre outros. “Cada franqueado precisa ser aprovado para navegar nessa rede fechada”, diz Márcia. “Ele cria um perfil particular e depois convida seus funcionários e gerentes a participar da conversa. Daí em diante todos têm acesso, mas a condição de acessibilidade aos conteúdos é diferenciada, de acordo com o cargo.”

Implementar um canal de comunicação específico para as unidades franqueadas demanda um investimento maior. Para empresas com orçamento baixo, vale apostar em alternativas baratas, como a Ning e o Yahoo Groups, que permitem a criação de redes sociais com assuntos específicos. A rede de alimentação Mr. Mix, por exemplo, optou por criar um grupo no Yahoo. Nesse espaço exclusivo, compartilham manuais, novidades nos cardápios, atas de reuniões e contatos com os fornecedores. “Dessa maneira, nossos 48 franqueados sentem realmente que fazem parte de uma equipe”, afirma Suélen Silva, analista de marketing da rede. “Saber que estão recebendo as mesmas informações que os outros, ao mesmo tempo, deixa todos satisfeitos. E assim também garantimos a uniformidade da rede.”

Com mais de cem mil fãs no Facebook, a rede de franquias Imaginarium decidiu manter o foco nessa rede social, criando um grupo restrito para franqueados. “É um ótimo canal para difundir boas práticas e para capacitar os donos das nossas unidades a interagir com os clientes”, afirma Gilberto Carvalho, gerente de marketing da Imaginarium. Outra marca que faz uso das mídias sociais para divulgar conteúdo é a Re/Max. Convites para eventos, congressos e treinamentos são enviados aos franqueados pelo Twitter ou pela página da empresa no Facebook. As redes sociais também são usadas para comunicar a realização de seus webinários, ou seminários on-line.

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CROWDSOURCING DE FRANQUEADOS
No universo das franquias, é comum as unidades gerarem conhecimento e ideias inovadoras, que podem e devem ser assimiladas por toda a rede. Mas nem sempre é fácil realizar essa troca, especialmente em empresas que têm unidades muito distantes uma da outra. Utilizando as redes sociais, o compartilhamento fica muito mais fácil. O sistema que utiliza a inteligência de um grupo maior de forma colaborativa, usando a internet, é chamado de crowdsourcing: no caso das franquias, a ideia é usar a inteligência do grupo franqueado. O método têm sido implantado com sucesso por diversas marcas.

“Uma rede social permite que os franqueados possam se manifestar”, afirma Meriellin Albuquerque, da Ato Z Comunicação. Uma inovação de uma unidade em São Paulo pode ajudar outras do Nordeste, por exemplo. Cada ação positiva testada por alguém pode ser replicada pelos colegas. “Essa sinergia é uma das vantagens de pertencer a uma rede. O franqueador precisa aproveitar isso”, diz Meriellin. Ela salienta ainda o efeito motivacional desse crowdsourcing. “É como se a rede de franquias tivesse convenções todos os dias.”

Como essas discussões de ideias podem levar a decisões estratégicas e confidenciais, os especialistas também recomendam o uso de redes sociais exclusivas e grupos com acesso restrito. A Imaginarium compartilha boas práticas de marketing social em seu grupo exclusivo no Facebook. “É como um grande mural de ideias em uma escola”, compara Carvalho. “Nesse canal, podemos discutir até mesmo ações de sucesso de outras redes.”

A Microcamp investiu em um blog restrito para inspirar suas unidades com histórias de sucesso. Já o Grupo Ornatus faz uso de uma rede social própria para criar um brainstorm entre suas franquias. “O modelo estimula uma colaboração mais intensa, fazendo com que os franqueados se sintam mais inclinados a enviar sugestões. O objetivo é manter uma gestão aberta e participativa”, afirma Márcia Teodoro. “E também usar as boas ideias para melhorar os serviços e produtos de nossas marcas.”

Não basta, porém, discutir ideias. Segundo Liana Bittencourt, sócia-diretora do Grupo Bittencourt, consultoria em franquias, é preciso implantar uma metodologia para aproveitar os resultados dessas conversas e fazer um monitoramento constante para avaliar se os participantes estão produzindo insights inovadores. Luis Fernando Klava, da Economídia, adverte contra o desgaste que esses debates podem causar. “Cuidado com pontos sensíveis ou críticas muito fortes. É preciso ter em mente que, mesmo quando se apontam os itens negativos, a meta é chegar a soluções, levando a resultados positivos”, diz.

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RAZÕES PARA CAIR NA REDE
1. Seu uso é intuitivo e de conhecimento geral, facilitando a adesão imediata dos funcionários
2. O custo de uso das redes sociais é baixo; portanto, acessível a empresas de qualquer tamanho
3. Usando essa ferramenta é possível abranger um grande número de usuários ao mesmo tempo
4. As redes sociais propiciam uma comunicação dinâmica e interativa
5. As ações interativas são mais rápidas, por não serem necessários viagens nem eventos

ENCONTRE DONOS DE FRANQUIAS
1. Escolha palavras-chave relacionadas com o perfil da empresa
2. Pesquise em mídias sociais e fóruns, usando as palavras-chave escolhidas como seus filtros
3. Selecione os usuários com maior potencial
4. Faça contato com eles, evitando ser invasivo
5. Envie informações a esses candidatos sobre o perfil da empresa

APROVEITE AS BOAS SUGESTÕES
1. Crie uma metodologia para iniciar as discussões e extrair as melhores ideias
2. Escute seu franqueado
3. Evite discussões infrutíferas
4. Monitore, interaja e dê respostas rápidas aos franqueados
5. Coloque em prática as boas sugestões
6. Permita e incentive o diálogo direto entre donos de franquias

 

Fonte:PEGN

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23 abr Reveja a publicidade no seu site enquanto está em tempo

 Com o crescimento do mobile e o acesso à internet por diversos dispositivos, depender exclusivamente de pageviews, banners e links para ter retorno financeiro é algo ultrapassado. A informação está onipresente.

 A publicidade é essencial na vida das empresas, o que faz com que as corporações de mídia movimentem orçamentos gigantescos. As mídias tradicionais, como rádio, televisão, jornais e revistas dominavam esse mercado. Na década de 1990 observamos a chegada da internet e com ela uma mudança radical na forma de como a informação é consumida.

Em um primeiro momento chegaram os diretórios e os portais, depois os meios de busca, os vídeos, seguidos das redes sociais. Nos últimos dez anos olhamos os gráficos da quantidade de pessoas que entram na internet e hoje somos mais de dois bilhões, com taxas de crescimento exponenciais. Conforme estudos do eMarketer, os gastos publicitários na internet já ultrapassaram os jornais e revistas juntos e o próximo passo é ultrapassar a TV.

Tendo em vista esse crescimento, inúmeros negócios foram criados para aproveitar essa oportunidade e o aumento da audiência, que cresce a taxas de dois dígitos todos os anos. Porém, tivemos um fenômeno no último ano onde a quantidade de pageviews das principais propriedades de internet caíram ou tiveram um crescimento muito abaixo do esperado.

A tendência agora é que essa audiência comece a cair mais e mais e que todos esses modelos baseados em pageviews percam força, isto é, uma fortíssima disruptura nos modelos de negócios atuais e que estão por vir.

Por que isso ocorre? O acesso a internet está saindo do computador e os modelos de negócio que se estabeleceram devem mudar agora para não desaparecerem no futuro. Os usuários acessam o conteúdo por meio de múltiplos dispositivos com formatos diferentes e isso faz com que, mesmo com o crescimento da internet, a audiência dos sites caiam, as projeções financeiras comprometam-se e as despesas com servidores e TI aumentem. Eu chamo isso de Onipresença da Informação.

Vamos exemplificar, a rede social japonesa MIXI tinha 85% do seu tráfego oriundo de desktops ou notebooks em 2005 e 15% do seu tráfego vinha de dispositivos móveis. Em 2010 esse gráfico se inverteu e 85% do acesso provêm de dispositivos móveis. Imagina se todo o modelo de negócios fosse atrelado apenas a publicidade, venda de banners ou links? O sucesso teria destruído a empresa, pois sem fonte de receita no mobile, o seu faturamento poderia cair 85% em cinco anos.

Outro ponto importante é que o acesso a informação de um usuário comum pode variar. O conteúdo que era consumido via um computador, hoje pode ser consumido de várias formas diferentes como aplicativos mobile, para computadores, SmartTvs, tablets, kindles entre outros.

Por meio do conceito da Onipresença da Informação podemos ajudar a explicar situações o porquê da queda das ações do Facebook, isto é, se o fenômeno da Mixi ocorrer com o Facebook e 85% da sua audiência passar a acessar pelo mobile, os resultados serão comprometidos e se não existir um modelo de monetização no mobile a capacidade de crescimento da empresa ficará prejudicada.

Outro aspecto que podemos ressaltar é por que o Facebook pagaria um bilhão de dólares por uma empresa sem faturamento como o Instagram? Esse valor exemplifica o desespero de conquistar um mercado que não é o dos desktops e notebooks e sim o dos celulares, já que o aplicativo do Instagram crescia a taxas maiores do que as do Facebook.

Temos que estar atentos a essa mudança de mercado. Na Onipresença da Informação, uma decisão de tecnologia errada pode comprometer bilhões. Em recente palestra de Mark Zuckerberg, no Tech Crunch Disrupt, ele disse que um dos maiores erros do Facebook foi ter apostado no HTML5 para a produção do seu aplicativo, ele afirmou que se antecipou a uma tecnologia que não estava madura o suficiente.

Quando se trata da Onipresença da Informação é relevante destacarmos: deve-se tratar com diferentes variáveis e tecnologias para construir uma empresa ou um produto que atenda o seu público.

Se você estiver usando o computador, além dos sites na internet, você deve criar aplicativos para MAC e para o Window 8, eles permitirão que você use todo o poder de processamento do computador e o acesso a internet para trazer mais interatividade aos usuários.

Já os dispositivos móveis, têm acesso a internet, a localização do usuário, além de permitir o uso de tecnologias como acelerômetro, giroscópio, NFC entre outras. Tudo isso está à disposição para melhorar a experiência do seu conteúdo.

Outro dispositivo que não deve ser ignorado é a própria SmartTV, que permite que você crie aplicativos que rodam na TV, além de novos produtos que têm saído, como relógios Bluetooth, que acessam os dados do seu celular, entre outros.

Se não bastasse toda essa miríade de produtos, é importante pensar em como eles interagem entre si. Podemos ter aplicativos em smartphones e tablets que sirvam de suporte para assistir televisão tornando o programa mais interativo. Por exemplo, podemos assistir um seriado e ao mesmo tempo, no ipad termos informações adicionais sobre o capítulo, além de poder conversar e interagir com seus amigos durante o programa.

A Onipresença da Informação veio para ficar e devemos pensar em modelos de negócio que atendam essas necessidades. Muitos modelos atuais, baseados em pageviews, devem se reinventar e tudo isso deve ser feito em menos de dois anos, se não pode ser tarde demais. Eu posso afirmar que muitas empresas de internet de sucesso deixarão de existir em pouco tempo e esse fenômeno vai chegar mais rápido do que o mundo corporativo está acostumado.

 

Fonte:Webinsider

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