02 mar Usuário do Facebook prefere visitar sites de notícias em tempo real

Segundo Experian Hitwise, quem usa a rede social busca notícias nesse tipo de site, enquanto usuários do Google News visitam sites da mídia tradicional.

Usuários da rede social Facebook tendem a acessar mais os sites de notícias em tempo real, enquanto a maioria dos usuários do Google News visita sites mantidos por empresas jornalísticas tradicionais, revelou nesta segunda-feira (1/3) uma análise da empresa de pesquisas Experian Hitwise.

Em seu blog, a analísta sênior Heather Hopkins observou que, desde junho, o porcentual de usuários do Facebook que visitam sites de notícias em tempo é maior que o do Google News. Na semana de 27/2, 4,85% dos que usam o Facebook leram esse tipo de conteúdo, ante 1,52% dos usuários do Google News.

Quando o alvo são os sites da mídia tradicional, a distância entre os dois diminui: o Facebook contribui com 3,6% de seus usuários e o Google News, 2,57%.

Quem leu notícias a partir do Facebook na semana de 27/2 teve como destino – em ordem decrescente de visitas – os sites The Weather Channel, CNN.com, Yahoo! News, MSNBC, People Magazine, Fox News, Google News, AccuWeather.com, topix e Drudge Report.

Já quem procurou informação a partir do Google News visitou os sites The New York Times, The Wall Street Journal, The Washington Post, Reuters, CNN.com, USA Today, NY Daily News, ABCnews.com, BBC News e The Huffington Post.

“As duas listas são muito diferentes”, destaca Heather. “Note a preponderância de marcas da mídia impressa entre os sites mais visitados a partir do Google News.”

Tradicionalmente conturbada, a relação do Google com a mídia tradicional teve um salto de qualidade em dezembro, quando o Google aliou-se aos jornais The New York Times e Washingon Post para desenvolver a Living Stories, uma ferramenta online de facilitação da leitura das notícias mais importantes.

No mesmo mês, para atender às reclamações das grandes empresas jornalísticas, o Google já havia anunciado a limitação à leitura online de noticias dos grandes jornais norte-americanos a cinco notícias pagas diárias – para ler mais, o internauta teria de se cadastrar diretamente no site de origem da informação.

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