08 maio Oito fatores que determinam a posição de seu site no Google

posicionamentoGoogle

Se tem uma situação que pode ser chamada de embaraçosa na área de SEO é quando você tem que explicar para um cliente cético porque a sua página, com todos os requisitos ‘on-page’ atendidos, está na 34˚ posição no Google Brasil, enquanto uma outra página, com um HTML moribundo, está em 2˚ lugar. Os fatores ‘on-page’, embora importantes, claramente não são mais importantes que vários outros fatores (que vão ser melhor detalhados nesse texto) como os ‘inbound-links’, os likes do Google+, domínios de mais credibilidade, rapidez na renderização da página, ou do que o fato de uma certa página ser a fonte oficial de informação sobre um determinado assunto ou entidade.

Resumindo: a resposta para uma questão dessa ordem de grandeza pode não ter apenas um único fator responsável.

Contudo, essa situação, onde uma página bem otimizada em termos ‘on-page’ está mal colocada e uma que não está otimizada está na primeira página, é o que cria a tal perguntinha embaraçosa, cuja resposta pode não ser fácil. E essa pergunta é muito boa. Principalmente porque, ao respondê-la, é possível saber se, além da otimização ‘on-page’, há algo mais ao seu alcance que pode ser feito para melhorar a posição da página nos buscadores ou se é melhor deixar a página como está e partir para a próxima.    

1 – Fatores “on-page” – Os fatores ‘on-page’ são os fatores ligados à montagem de HTML da página. O HTML, como muitos sabem, é uma ‘linguagem de marcação’, onde alguns dos chamados ‘markups’ servem para atribuir valores semânticos e estruturais à um texto ou outro tipo de conteúdo. Os sites de busca utilizam essas marcações para guiar seu algoritmo de interpretação de arquivos e montagem do índice de melhores sites. Em teoria, os buscadores favorecem as páginas mais aderentes aos padrões web, definidos por uma entidade chamada w3c.

Você pode ver os fatores on-page em detalhes no sistema que desenvolvi, baseado nos estudos de correlação da empresa especializada SEOmoz, para captar esses sinais, acessível pelo seguinte link: http://mrcrawler.com.br/report_onpage.php?uid=jEFjvLRi

 

2 – Inbound links – O ‘pulo do gato’ que fez o Google se diferenciar dos demais sites de busca na web e, depois, se transformar na grande referência para todos eles, foi o fato de conseguirem reconhecer links apontados para as páginas indexadas a partir de outros sites da web, além da relação de “interlinkagem” dentro do próprio site. Essa foi a base da montagem do mítico ‘page-rank’, seu algoritmo de ordenamento de resultados por ‘relevância’.

Apesar dos inúmeros aperfeiçoamentos e utilizações de outros sinais, além dos links apontados, chamados também de “inbound-links” e “incomming-links”; essa dimensão segue como uma das mais importantes e parecem, a grosso modo, ter relação direta com os rankings.  

Você pode ver os inbound-links, ao lado da posição média no Google Brasil, no relatório gerado pelo Mr. Crawler, onde portais concorrem pela palavra-chave “horóscopo”: http://mrcrawler.com.br/report_rank.php?uid=ytDM427J.

3 – Fatores sociais – A popularidade de uma URL nas redes sociais sempre foi motivo de especulação por parte dos que trabalham com marketing de otimização para buscas. Enquanto a popularidade de uma URL em redes como Twitter e Facebook mostraram ter correlação positiva, porém baixa, com relação aos ‘rankings’; as ‘curtidas’ do Google+ impressionam por ter claramente forte correlação.

No relatório que segue, é possível ver um claro exemplo onde uma página com situação ‘on-page’ ruim, pode se posicionar bem se tiver bons (e naturais) links apontados e boas curtidas no Google Plus: http://mrcrawler.com.br/report_relationship.php?id=102

4 – Rapidez de entrega – Páginas que resolvem DNS e se descarregam mais rapidamente nos browsers, com escrita de códigos limpos e customizados, tendem a ser melhor rankeadas nos sites de busca. A rapidez de entrega conta pontos muitíssimo significativos no processo de formação do índice.

Nesse relatório: http://mrcrawler.com.br/report_relationship.php?id=96  não é possível ver com clareza qual é o fator que faz a página do site Casa.com, por exemplo, estar na quarta página do Google, enquanto a da Globo está em primeiro lugar. O design de Casa.com tem índice on-page muito melhor, e quase o dobro de links apontados para ela; e possívelmente mais curtidas de Google Plus (a ferramenta não consegue identificar esse número por conta do tipo de instalação do botão no site, mas deve ser mais que os dois da Globo).

No entanto, ao comparar a performance dessas duas página usando o Webpage Test (com parâmetros de geo-localização default); temos o seguinte resultado:

Clique no link para ver a imagem completa: http://mrcrawler.com.br/_public/img/filmstrip.png

A página de Casa.com, embora inicie o carregamento mais cedo, permanece ‘congelada’ por 4 segundos, e finaliza 1,5 segundo depois dessa página da Globo.  Esses 4 segundos de congelamento é o suficiente para a página não ser uma boa escolha para que o Google a deixe em sua primeira página.  

5 – Os Google Raters Qualifiers – Essa dimensão pode enlouquecer os que acreditam que o Google funciona apenas a base de algoritimos computacionais.  O fato é que isso não é verdade. Para certas ‘querys’, o Google faz ajustes finos utilizando critérios humanos, operados manualmente por seus funcionários.

 

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Páginas oficiais de pessoas famosas, lugares, empresas e eventos; podem ser identificadas pelos sistemas de busca por meio de análise humana. Quando isso acontece, a página em questão toma a primeira posição independente de qualquer outro fator.

As páginas oficiais do UFC são um bom exemplo disso. Tanto a oficial, como a da ESPN, que detém os direitos de transmissão do evento no Brasil, estão pouco otimizadas, mas dominam os rankings por terem sido reconhecidas como páginas ‘vitais’ e ‘muito relevantes’.

Relatório: http://mrcrawler.com.br/report_relationship.php?id=104

6 – Atualização – As “Query Deserves Freshness” (QDF) – Quando uma notícia acontece, muitas vezes ela pode estar relacionada à entidades concretas (pessoas, lugares, coisas), que em tempos ‘normais’, onde elas não se encontram relacionadas com acontecimentos noticiosos, são buscadas para satisfazer intuitos diferentes do de se obter informações sobre desdobramento de fatos.

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Apenas para citar dois exemplos de ‘querys’, feitas  em 15 de abril de 2013 em São Paulo, Brasil, com os termos “Venezuela” e “Carandiru”. Em tempos onde essas duas entidades não estão ligadas à um fato noticioso, tais buscas retornam com mais evidência, conteúdos enciclopédicos, onde o ‘frescor’ das páginas disponíveis para atender essas ‘querys’ não é algo importante.  No entanto, a Venezuela acabou de eleger um novo presidente e o massacre do Carandiru, está sendo julgado agora.   Nesse sentido, páginas de notícias sobre estes dois fatores podem perder para páginas sobre turismo na Venezuela ou, ainda, para um artigo sobre a história do Carandiru, ainda que alguns sites noticiosos façam uma excelente cobertura destes temas.

7 – Força e credibilidade do domínio – O número de páginas indexadas, links apontados para raíz do domínio em termos de quantidade e qualidade das fontes que fazem esses links. Todos esses fatores são contabilizados para estabelecer a reputação de um domínimo.  

8 – Atualizações ‘anti-spam’ – Essa área ‘anti-spam’ dos buscadores têm causado insônia nas agências que se beneficiam do SEO e que costumam obter resultados por meio de ‘truques’. No Google, essa área é liderada pelo conhecidícimo Matt Cuts. O trabalho de sua equipe consiste em descobrir sites que estão usando técnicas artificiais para obter bons resultados e, então, removê-los de seu índice.

O algoritimo de anti-spam que eles estão desenvolvendo chama-se Penguin e, a cada atualização, muitos dos chamados ‘black hat’ e ‘grey hat’ SEO’s acabam por verem todo o esforço de seus trabalhos escoarem pelo ralo e de quebra, acabam gerando pesados prejuízos aos seus clientes.

Sobre o autor: Ricardo Maekawa é Jornalista e especialista em SEO da Editora Abril. Trabalha ao lado de Junior João Gonçalves, Felipe Granado e Andrea Alves Costa, todos também especialistas em otimizações.

Fonte:InfoAbril

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